Longa a espera (e a viagem) até Guimarães

Em tarde chuvosa, os fãs não arredaram pé para conseguir o melhor lugar. Peter Serrado conviveu com a família.

"Em casa sempre vimos o Festival da Canção", contou o luso-canadiano Peter Serrado, tranquilo, à entrada do Pavilhão Multiusos de Guimarães, horas antes de subir ao palco para cantar Sunset, a canção com que concorreu ao concurso da Antena 1, rodeado da família, os primeiros o incentivá-lo a participar. A família que mais quilómetros percorreu para apoiar o seu artista foi sem dúvida a de Peter Serrado. A mãe, Maria de Fátima, chegou no próprio domingo de manhã de Toronto para apoiar o sonho do filho. Como qualquer mãe, tem a propriedade para dizer que o melhor candidato é o filho. "Ele tem a melhor música, a mais animada", acrescenta.

Quem já cá estava para apoiar Peter era a irmã, Maria João Azenhas, e o pai, João Azenhas. O pai recorda o sonho de sempre de Peter: "Ele sempre disse que queria participar. Ficámos todos contentes por ele ter sido o escolhido entre 300 e tal candidatos."

Mãe e pai ficam já orgulhosos com esta passagem à final. Mas não escondem que gostariam que o filho fosse mais longe. Até porque ficaram surpreendidos com o sucesso do filho junto do público português. "O que ele já fez foi perfeito, mas é muito bom saber que foi a votação do público que o passou à final", elogia Maria de Fátima.

Aproveitou os últimos minutos antes de entrar na sala de espetáculos para conviver com a família. Ao DN contou que espera que a participação no Festival da Canção lhe permita mostrar o seu trabalho deste lado do Atlântico. "Pensei que se conseguisse entrar no Festival da Canção conseguiria mais oportunidades. É por isso que estou aqui."

A experiência no festival serviu, também, para o cantor de 25 anos conhecer artistas portugueses. Nos bastidores, contou, "dá-se toda a gente bem, nem parece um concurso". Ele, que nasceu e cresceu em Toronto, não conhecia ninguém e destaca Diogo Piçarra, David Pessoa e Francisco Rebelo.

As portas para a sala do espetáculo abriram cerca das 20.15, deixando entrar as três mil pessoas que vão assistir à final do Festival da Canção. Algumas esperavam desde as 18.30 deste domingo chuvoso para garantir um bom lugar nas bancadas do Multiusos. São fãs e mantêm uma página, Festivais da Canção, sobre o concurso televisivo que seguem. Carlos Portela, Miguel Meira e Luís Pereira contam que a sondagem do site dava Cláudia Pascoal como vencedora desta edição com a canção O Jardim, da autoria de Isaura.

Ao lado de Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP, Nuno Artur Silva fez neste Festival da Canção a sua última aparição como administrador da estação pública. O seu contrato não foi renovado e será substituído ainda neste mês por Hugo Figueiredo.

Muito solicitado por pessoas que o queriam cumprimentar, Nuno Artur Silva disse ao DN estar satisfeito com a reabilitação da marca do Festival da Canção, projeto que abraçou em 2016, quando a RTP fez uma paragem forçada para pensar o formato. "As pessoas discutem o festival como só discutiam o futebol", diz. O formato mantém-se, saindo de Lisboa. "Vamos sair de Lisboa nos próximos três anos", assegura Gonçalo Reis, presidente da RTP, ao DN, antes de entrar no Multiusos.

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