Led Zeppelin. Tiraram-lhes a tosse, não lhes tiraram o rock

Quarenta anos, seis álbuns: a reedição da discografia da banda de Jimmy Page, Robert Plant, John Jones e John Bonham prossegue com edições que não deixam (quase) nada de fora

A 24 de fevereiro de 1975, o jornal destacava o protesto dos fotógrafos às portas das igrejas, recusando-se a fazer horas extraordinárias, enquanto não fosse revista a tabela salarial. Coisa séria: o verão quente estava à porta, ainda que se estivesse no inverno. Em Portugal, as preocupações eram outras: havia ministros que tinham tomado posse nessa manhã e as comissões de moradores tinham assumido o controlo de casas devolutas. Lá fora, nesse dia, as guitarras dos Led Zeppelin, em Physical Graffiti, rasgavam as janelas de um prédio nova-iorquino, os números 96 e 98 de St. Mark's Place, prometendo outras revoluções, outros verões quentes. E o jornal era omisso nesse tema.

Quarenta anos depois, as casas devolutas continuam sem controlo e os ministros vão resistindo a deixar a posse, mas o sexto álbum de originais dos Led Zeppelin só não provocou nova revolução porque a que tínhamos era recente e os cravos ainda estavam frescos na mão. Na música, a coisa foi diferente e - mesmo que tenhamos esperado 40 anos pelo festim de edições luxuosas da discografia do grupo de Jimmy Page e Robert Plant - basta desfiar influências descaradas ou subtis e cópias mais ou menos grosseiras para destaparmos um filão iniciado em 1969 com o álbum homónimo e com a obra-prima definitiva de 1975, Physical Graffiti.

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