Joy pelo olhar de João Lopes

Jennifer Lawrence protagoniza história de sucesso de empresária norte-americana

Muito para além dos clichés em que, depois de um interessante primeiro filme, acabou por desembocar a saga Hunger Games, o talento de Jennifer Lawrence tem tido uma expressão exemplar no seu trabalho com o realizador David O. Russell.

Assim, depois de Guia para um Final Feliz (2012) e Golpada Americana (2013), aí está este magnífico Joy, inspirado no singularíssimo trajecto de Joy Mangano (n. 1956), inventora de muitos objectos para uso doméstico, nomeadamente nas tarefas de limpeza (tudo começa com uma revolucionária esfregona...), hoje em dia detentora de uma poderosa estrutura industrial.

O tom de comédia quase burlesca vai dando lugar a um clima de inusitado intimismo em que, evitando qualquer cedência à caricatura fácil, as personagens adquirem a espessura de peões de uma odisseia em que se jogam os prós e contras do Sonho Americano.

Tudo isso através do labor de um notável elenco em que, além de Lawrence, surgem Bradley Cooper, Diane Ladd, Virgina Madsen, Robert De Niro e, last but not least, Isabella Rossellini.

Classificação: ****

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