Joana Vasconcelos na Ajuda rendeu quase 800 mil euros

Relatório do Tribunal de Contas à Direção Geral do Património faz várias recomendações

A exposição de peças da artista plástica Joana Vasconcelos no Palácio Nacional da Ajuda, entre março e setembro de 2013, foi visitada por 235 372 visitantes, e obteve um saldo positivo de 771 260,30, de acordo com um relatório do Tribunal de Contas (TdC) às contas da Direção Geral do Património Cultural (DGPC), divulgado ontem. Esta foi a primeira mostra realizada em parceria com uma empresa privada, a Everything is New (EIN). Aos cofres públicos chegou 179 307,02 euros, de acordo com os contratos.

A empresa, que também organiza o festival Nos Alive, foi a financiadora da exposição com o atelier de Joana Vasconcelos e a transportadora Iterartis. Entre 2012 e 2013 , período sobre o qual incidiu a auditoria do TdC, realizou ainda as exposições Rubens, Brueghel, Lorrain, A Paisagem Nórdica do Museu do Prado e Os Saboias. Reis e Mecenas. Turim 1730-1750, Ambas tiveram lugar no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) que, tal como o Palácio da Ajuda, é tutelado pela DGPC. Os contratos celebrados foram diferentes e os resultado também.

Saboias deram prejuízo

A exposição de obras oriundas do Museu do Prado foi uma das mais vistas do MNAA em 2014, contribuindo para que nesse ano fossem batidos os recordes de afluência ao museu. A DGPC arrecadou 63 496,28 euros, o saldo foi de 49 320 euros. Nesta exposição, a receita de bilheteira era de 50% para cada uma das partes uma vez atingido o equilíbrio financeiro, o que aconteceu a 27 de março de 2014, diz o TdC, citando os contratos da DGPC com a EIN. A mostra esteve patente até 2 de abril desse ano e foi vista por mais de 70 mil espectadores. À entidade pública cabia, contratualmente, a montagem e desmontagem da exposição, a edição do catálogo e dividia com a fatura dos seguros e vigilância com a promotora de eventos.

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