Sindika Dokolo leva a maior coleção de arte africana ao Porto

A Fundação Sindika Dokolo inaugura a 5 de março no Porto uma mostra da sua coleção. O DN falou com o co-fundador.

"Normalmente as pessoas pensam: "Fundação Sindika Dokolo, o senhor Sindika Dokolo. Ah, os angolanos pagaram tudo." Não é bem assim." As palavras são de Fernando Alvim, o angolano que, em 2004, criou com o próprio Sindika Dokolo, o colecionador de arte também angolano, natural do Congo, a fundação africana de arte contemporânea com o nome deste último. Em parte, as palavras de Alvim devem-se ao facto de Sindika Dokolo ser casado com Isabel dos Santos, empresária e filha do Presidente angolano José Eduardo dos Santos.

O contexto das suas palavras tem que ver com a exposição You Love Me, You Love Me Not, uma mostra da coleção de arte da Fundação Sindika Dokolo que chega à Galeria Almeida Garrett, na cidade do Porto, a 5 de março. A mostra é resultado de uma parceria "a longo prazo, de dois, três anos" entre a cidade e Luanda, a convite do vereador da Cultura Paulo Cunha e Silva. Após a exposição, Luanda e o Porto deverão continuar ligados por outros projetos, nomeadamente na área da música e do teatro. É justamente a Câmara do Porto que quer atribuir uma Medalha de Mérito - Grau de Ouro a Doloko pela sua "generosidade", uma proposta do presidente Rui Moreira que, segundo noticiava a Lusa, hoje será apresentada na reunião da autarquia.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.