Receita dos monumentos sobe 59% desde 2014

Mosteiro dos Jerónimos recebeu mais de um milhão de visitas em 2017

Em 2017, os 22 monumentos geridos pela Direção-Geral do Património Cultural faturaram 18,3 milhões de euros, mais 59% face a 2014.

A receita das bilheteiras dos museus, monumentos e palácios geridos diretamente pela Direção-Geral do Património Cultural atingiu em 2017 o valor mais alto de sempre, chegando aos 18,3 milhões de euros. Estes valores, revelados ao DN pelo organismo liderado por Paula Silva, representam uma subida de 15,1% face ao ano anterior, quando os 22 espaços tutelados pela DGPC apresentaram uma receita de 15,9 milhões de euros.

Olhando para os dados dos últimos quatro anos, o aumento torna-se mais expressivo: se em 2014 os 3,6 milhões de visitantes significaram uma receita de 11,5 milhões de euros, em 2017 os cinco milhões de entradas vendidas para os monumentos da DGPC representam 18,3 milhões de euros, um aumento de 59,1% na receita, enquanto do lado das entradas o ritmo de crescimento é de 41,5%.

No final de setembro, em entrevista ao DN, a diretora-geral do Património Cultural já perspetivara que as receitas ultrapassassem largamente os 16 milhões de euros, uma vez que, como referiu na altura, até 31 de agosto já ascendiam a 11,6 milhões de euros. Apesar destes "aumentos brutais" nas bilheteiras - como Paula Silva reconheceu ao DN -, não há uma aplicação direta deste acréscimo de verbas em ações de reabilitação e/ou restauro dos monumentos sob tutela da DGPC. "O total das receitas é aplicado nos diferentes custos (salários, segurança, luz, limpeza, etc.), sendo uma parte deixada para programação (exposições, conferências, etc.) e outra parte é aplicada na conservação e também na melhoria de acessibilidades das visitas. Por outro lado, algumas obras são feitas através de candidaturas a fundos europeus", explicou então ao DN.

É precisamente com recurso a fundos comunitários que está previsto para este ano um investimento de 4,8 milhões de euros em quatro monumentos da região centro - mosteiros da Batalha e de Alcobaça, Convento de Cristo, em Tomar, e Museu Machado de Castro, em Coimbra -, que terá 725 mil euros de contrapartida nacional. "Submetemos uma candidatura em novembro para obras de conservação e restauro, incluindo as novas portarias", avançou Paula Silva ao DN, em janeiro. "Independentemente da candidatura, e com recurso ao orçamento da DGPC, está em vias de adjudicação a instalação de bilheteiras automáticas nos três monumentos Património da Humanidade."

Em junho, e após uma reportagem da RTP dando conta de uma eventual fraude na bilheteira do Convento de Cristo, o Ministério da Cultura pediu uma auditoria. Apesar de Paula Silva ter confirmado ao DN já ter recebido o relatório dessa auditoria, os resultados não foram ainda revelados.

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