Quadros de Van Gogh e Picasso vão a leilão na terça-feira

Prevê-se que dois dos quadros mais emblemáticos a leilão alcancem valores entre os 29 e os 56 milhões de euros

O quadro de Vincent Van Gogh "Vue de l'asile et de la Chapelle de Saint-Rémy" e um autorretrato de Picasso vão a leilão na terça-feira, em Nova Iorque, com estimativas de 29 e 56 milhões de euros, respetivamente.

De acordo com a leiloeira Christie's, a tela de Vincent Van Gogh (1853--1890) será uma das peças em destaque no leilão de Pintura Moderna e Impressionista que se vai realizar nesse dia, a par de um raro autorretrato de Pablo Picasso (1881---1973), intitulado "Le Marin".

A obra de Van Gogh foi pintada durante o período em que o artista estava internado no asilo de Saint Paul de Mausole, em Saint-Rémy, onde estava autorizado a continuar a pintar.

Este foi o único quadro que Vincent van Gogh pintou no exterior do asilo, no outono de 1889, e mostra a capela românica do século XII e a paisagem em redor.

O galerista alemão Paul Cassirer comprou o quadro à viúva do irmão do artista, Theo Van Gogh, e o quadro foi depois adquirido por Francis Taylor para a filha, a atriz Elizabeth Taylor, que na altura estava para lançar o filme "Cleópatra".

A atriz acabou por ficar com o quadro exposto na sala da sua casa durante cerca de 50 anos, até à sua morte, em 2011. Na altura a obra foi vendida, e agora vai novamente a leilão.

Quanto ao quadro de Picasso, foi pintado em 1943 quando o pintor espanhol vivia em Paris, cidade então ocupada por tropas alemãs.

O quadro esteve exposto no Fine Arts Museum, em São Francisco, entre outubro de 1998 e janeiro de 1999, na exposição "Picasso and The War: 1937-1945".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Brexit

"Não penso que Theresa May seja uma mulher muito confiável"

O diretor do gabinete em Bruxelas do think tank Open Europe afirma ao DN que a União Europeia não deve fechar a porta das negociações com o Reino Unido, mas considera que, para tal, Theresa May precisa de ser "mais clara". Vê a possibilidade de travar o Brexit como algo muito remoto, de "hipóteses muito reduzidas", dependente de muitos fatores difíceis de conjugar.