Óscar de Frances McDormand foi roubado

Atriz estava já conformada e pronta a deixar a cerimónia que acontece depois dos Óscares. Fotógrafo parou o homem que roubou a estatueta

Frances McDormand, vencedora do Óscar de melhor atriz principal pelo seu papel em "Três Cartazes à Beira da Estrada", viveu momentos de pânico na cerimónia depois da entrega das mais cobiçadas estatuetas de Hollywood, quando um homem lhe roubou o Óscar que tinha acabado de vencer.

De acordo com Cara Buckley, jornalista do New York Times, que partilhou uma fotografia do homem em questão, este roubou o Óscar e fugiu com ele, tendo sido parado pelo fotógrafo de Wolfgang Puck, cozinheiro australiano que trata da comida para a festa depois da cerimónia de entrega dos prémios.

"A segurança do Governors Ball estão à procura deste homem, que agarrou no Óscar de Frances McDormand e fugiu. O fotógrafo de Wolfgang Puck parou-o e recuperou o Óscar. O homem desapareceu e, aparentemente, Frances disse para o deixarem ir", lê-se no tweet da jornalista.

Aquando do roubo, a segurança começou a trabalhar para tentar recuperar a pequena estátua, já com o nome da atriz gravado, enquanto Frances McDormand, já conformada com a situação e a chorar de forma emocionada, de acordo com o USA Todayi. Já tinha, inclusivamente, decidido ir embora com o marido, o cineasta Joel Coen.

Horas depois, o representante da atriz confirmou também ao jornal norte-americano que a estatueta tinha sido recuperada: "Frances e Óscar estão reunidos e felizes a saborear um hambúrguer".

Recorde aqui tudo o que se passou na cerimónia dos Óscares 2018.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.