Madonna quer trabalhar com músicos portugueses

Em entrevista à revista Veja, a cantora elogia o vinho nacional mas confessa dificuldade em aprender português

Madonna está encantada com a quantidade de excelentes músicos que tem ouvido em Portugal e não vê a hora de trabalhar com eles em espetáculos com um tom mais intimista do que o habitual na sua carreira. É a própria cantora quem o afirma em entrevista à edição desta semana da revista brasileira Veja, onde conta ainda que a sua pronúncia portuguesa continua "terrível" e que o vinho local "é maravilhoso".

"É extraordinária a quantidade de ótimos músicos que oiço em Portugal, espero trabalhar com esses músicos em espetáculos mais intimistas, vai ser uma fase interessante da minha carreira, inteirar-me da cultura local é parte do motivo pelo qual estou aqui", disse Madonna.

Numa conversa em que garante que será "rebelde até ao fim", revela o seu fascínio por símbolos católicos, como a crucificação de Cristo, a dor de Maria ao ver o filho na cruz, a Santa Ceia ou a confissão, critica Donald Trump e quem vota para colocar empresários de sucesso à frente dos países para enfrentar a crise económica, Madonna elogia ainda o vinho português - "é maravilhoso".

Mas reconhece dificuldades em adaptar-se à língua: "O meu português continua terrível, tenho amigos que me corrigem a pronúncia, sou mais familiarizada com o português do Brasil, o de Portugal parece-me mais difícil, mas me viro falando um pouco de espanhol".

* Em São Paulo

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.