Fãs de 1975 já estão na primeira fila

As portas abriram poucos minutos depois das 15.00 com a habitual correria para a primeira fila no palco principal. Os The 1975 são os primeiros a tocar, às 18.00.

A adolescente com o cartão onde se lê The 1975 não deixava margem para dúvidas sobre quem está arrastar espectadores para a primeira fila do palco principal hoje. E, já no sítio, são estes festivaleiros os primeiros a dizer que não pretendem sair do sítio nem para ir à casa de banho. "Lá atrás vê-se bem, mas aqui vê-se melhor", afirma uma rapariga de cabelo azul ao lado da amiga com pontas azuis na melena e da amiga com o cabelo roxo, uma das mais evidentes tendências da edição de 2016 do Nos Alive.

A entrada de portas é um momento para fãs indefetíveis e para sair no retrato nos media - rádios, televisões e jornais - estão lá sempre para captar o momento em que Álvaro Covões dá o tiro de partida. Ele é o promotor da Everything is New, a produtora do evento, e partilha o lugar de mestre de cerimónias com o presidente da câmara municipal de Oeiras, Paulo Vistas.

"Este é um evento de referência nacional e internacional, na rota dos grandes festivais", afirma o autarca. Sem números, fica-lhe a certeza de que o festival é uma mola para a economia local. "O impacto económico é bastante grande", sublinha, garantindo que também estará no festival para os concertos.

Este é o décimo ano de vida do Nos Alive. Hoje, dia 7, Chemical Brothers (01.00) são os cabeças de cartaz, juntamente com Pixies (22.45) e Robert Plant (21.05). Os bilhetes para os três dias estão esgotados, tal como as entradas para amanhã e sábado, dias em que atuam Radiohead e Arcade Fire.

A grande novidade desta edição é a relva sintética que vai uniformizar o piso junto ao palco principal e palco Heineken e Nos Clubbing. No domingo, o presidente da câmara admite a possibilidade de o recinto do festival se converter em estádio para ver a final do campeonato europeu de futebol "se houver abertura do produtor, seria interessante". E, acrescenta: "Não nos podemos esquecer que o caneco vem para Oeiras. De Paris para a Cidade do Futebol".

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