Dez filmes sobre Cuba. Como Sydney Pollack ou Wim Wenders viram o país

No dia em que Barack Obama chegou ao país que há quase 90 anos nenhum Presidente americano visitava, recordamos alguns filmes que, ao longo dos anos, retrataram os cubanos e a sua história

Muerte de un burócrata (1966), de Tomás Gutiérrez Alea

Assinado por um dos mais influentes realizadores cubanos, o filme é uma comédia em torno dos tempos que seguiram a revolução no país e a burocracia associada a essa época, aqui levada ao absurdo.

Guys and Dolls (1955), de Joseph L. Mankiewicz

Protagonizado por Marlon Brando, Jean Simmons, Frank Sinatra e Vivian Blaine, uma comédia musical que começa em Nova Iorque e passa depois por Havana, cidade onde Sky Masterson, um jogador leva, devido a uma aposta, uma missionária católica a jantar.

Soy Cuba (1964), de Mikhail Kalatozov

Esteve esquecido durante cerca de 30 anos e foi devido ao entusiasmo de cineastas como Martin Scorsese que foi restaurado. Uma produção cubano-soviética, o filme de Mikhail Kalatozov (realizador que em 1958 recebeu a Palma de Ouro com Quando Voam As Cegonhas) retrata Cuba na era pré-revolucionária. Foi financiado pela União Soviética.

Havana (1990), de Sydney Pollack

Protagonizado por Robert Redford e Lena Olin, Havana ocorre nas vésperas do triunfo da revolução cubana de 1959 e conta a história de um jogador americano que, a caminho de Havana, conhece a mulher de um revolucionário.

Fresa y chocolate (1993), de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío

O filme parte do conto do escritor cubano Senel Paz, El Lobo, el bosque y el hombre, e retrata Havana em 1979. Centra-se nas personagens David e Diego, respetivamente um estudante comunista e um artista que se opõe a Fidel Castro e, homossexual, critica a posição do regime em relação à comunidade LGBT.

Buena Vista Social Club (1999), de Wim Wenders

Wim Wenders e a sua câmara seguiram o guitarrista e produtor americano Ry Cooder na sua viagem por Cuba. Viagem que pretendia juntar - e juntou - um grupo lendário de músicos cubanos que haviam deixado de tocar. Foi daí que nasceu o disco Buena Vista Social Club, uma referência à casa de espetáculos cubana que deixou de existir na década de 1950. O documentário acompanha ainda a transformação radical que Cooder implicou na vida de músicos como Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Omara Portuondo, Eliades Ochoa, Faustino Oramas, ou Rubén González, que tocaram em salas como o Carnegie Hall, em Nova Iorque, e venceram um Grammy.

Before Night Falls (2000), de Julian Schnabel

O filme parte do livro homónimo do escritor cubano Reinaldo Arenas, que nele escreve a sua autobiografia. Protagonizado por Javier Bardem, nomeado para um Óscar de melhor ator com o filme, conta a vida daquele que a História guarda como feroz opositor ao governo de Fidel Castro.

Suite Habana (2003), de Fernando Pérez

O quotidiano em Havana filmado sem um único ator pela lente de Fernando Pérez. O documentário cruza as vidas de um bailarino, de uma criança com Síndrome de Down, ou de uma idosa que vende amendoins na rua. Sem um único diálogo, o filme foi o grande vencedor do Festival de Cinema de Havana em 2003.

Che: Part One e Che: Part Two (2008), de Steven Soderbergh

Soderbergh retratou o guerrilheiro Che Guevara em dois filmes diferentes. Benicio del Toro, que interpreta aquela mítica figura da história cubana desde a revolução cubana à sua morte, venceu o prémio de melhor ator no Festival de Cinema de Cannes.

Viva Cuba (2005), de Juan Carlos Cremata

Um filme onde o país e a emigração são retratados a partir do ponto de vista das crianças. A produção franco-cubana conta a história de dois amigos, Malu e Jorgito, que são separados pelas suas famílias devido às diferentes condições sociais em que um e outro vivem e, mais tarde, pela possível emigração da família de Malu.

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