Concerto de Woody Allen interrompido por ativistas em topless

Queriam chamar a atenção para a acusação de abuso sexual do músico à filha adotiva

"Acabem com a cultura do silêncio!", gritaram duas ativistas em topless que interromperam, na terça-feira, um concerto de Woody Allen, em Hamburgo, na Alemanha. As mulheres, ligadas ao grupo Femen, conseguiram subir ao palco, despidas da cintura para cima com mensagens pintadas no corpo. O objetivo era chamar a atenção para o caso do alegado abuso sexual do músico sobre a filha adotiva.

Woody Allen mostrou-se surpreendido com a interrupção do espetáculo e trocou impressões com outro elemento da banda. Uma terceira pessoa não resistiu e tirou uma fotografia à situação com o telemóvel.

Enquanto a organização tentava retirar as mulheres do palco, a plateia assobiava. Quando, finalmente, as ativistas foram arrastadas para fora do local, ouviram-se aplausos.

O que está em causa é uma acusação de abuso sexual por parte da filha adotiva, Dylan Farrow. A história já é antiga, mas volta-não-volta ganha destaque. O caso foi divulgado em 1993, mas Woody Allen sempre negou as acusações e nunca chegou sequer a ser julgado.

Em fevereiro de 2014, Dylan Farrow, filha adotiva do cineasta e da atriz Mia Farrow denunciou, numa carta aberta publicada no The New York Times, os alegados abusos sexuais que sofreu aos sete anos. O realizador voltou a negar ter abusado da filha, classificando as acusações como "falsas e vergonhosas". Depois, publicou ele próprio uma resposta no mesmo jornal.

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