Coleção Miró: Parvalorem chega a acordo com leiloeira

O acordo hoje anunciado pelo gabinete do ministério das Finanças "não dá lugar ao pagamento de quaisquer indemnizações".

"A Parvalorem, S.A., e a Parups, S.A., chegaram a acordo com a Christie, Manson & Woods Ltd. para a revogação do contrato de prestação de serviços de colocação em leilão de 85 obras do pintor Joan Miró", anunciou esta tarde o Ministério das Finanças, através de comunicado enviado à comunicação social.

Ainda segundo a mesma nota, "o acordo agora celebrado não dá lugar ao pagamento de quaisquer indemnizações".

"É assim dado mais um passo relevante no sentido do cumprimento da orientação do XXI Governo Constitucional quanto à não alienação destas obras", avança a mesma fonte, sobre o conjunto de 85 obras em exposição na Fundação de Serralves, no Porto, até 4 de junho.

Foi no final de setembro do ano passado que Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, aproveitou a inauguração da exposição dos quadros do pintor espanhol na Fundação de Serralves para revelar que o conjunto dos quadros, oriundo da coleção do BPN, iriam ficar permanentemente na Fundação.

A coleção das obras do pintor catalão, provenientes dos ativos do antigo BPN, esteve para ser leiloada no início de fevereiro de 2014, pela Christie's, que acabou por cancelar a ida à praça deste conjunto por causa das dúvidas então levantadas quanto à legalidade da sua alienação.

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