Coleção de arte de David Bowie vai ser leiloada

O acervo privado do cantor, com peças de Basquiat e Damien Hirst, será exibido ao público pela primeira vez e vendido em leilão em novembro.

A coleção manteve-se longe das atenções públicas durante os 50 anos de carreira de David Bowie, o que está prestes a mudar. Entre 1 e 10 de novembro, o acervo reunido pelo artista, desaparecido em janeiro, será mostrado pela Sotheby's, em Londres. Antes disso, estão preparadas pequenas antevisões que deixam perceber o valor da coleção, a primeira das quais entre 20 de julho e 9 de agosto, na capital britânica (seguem-se Los Angeles, Nova Iorque e Hong Kong).

A exposição dos objetos antecede o leilão, uma venda em três partes de 400 peças que pertenciam a Bowie. Entre elas, 200 obras que representam o mais importante da arte britânica do século XX -- Henry Moore, Graham Sutherland, Frank Auerbach e Damien Hirst, de acordo com o comunicado da Sotheby's. Há também um quadro de Jean-Michel Basquiat, o mais valioso da coleção que vai a leilão, segundo a BBC, com um valor estimado entre os 2,5 milhões de libras e os 3,5. (entre 3 e 4 milhões de euros). Foi comprado um ano depois do músico ter interpretado o papel do mentor do artista, Andy Warhol, no cinema.

Este conjunto inclui ainda peças de Outsider Art, Surrealismo, arte africana contemporânea, obras do designer italiano Ettore Sottsass e do grupo de Memphis, expressões da sua "famosa mente inquisitiva", descreve a Sotheby's.

"A arte foi, seriamente, a única coisa que alguma vez quis ter. Sempre foi um alimento estável. Uso-a. Pode mudar a maneira como me sinto de manhã. O mesmo trabalho pode mudar-me de diferentes maneiras, dependendo do que estou a passar", afirmou David Bowie, numa entrevista ao New York Times, em 1998.

Outra das peças que será exibida ao público é o gira-discos do músico, uma peça de design dos anos 60.

Um porta-voz que falou em nome do legado de David Bowie disse, através da Sotheby's, que "a coleção de arte de David Bowie vive de interesses pessoais e foi compilada com paixão". "Ele sempre procurou e encorajou empréstimos da coleção e gostava de partilhar as obras", comentou. "Embora a família mantenha algumas peças com particular significado, chegou a hora de outros ter oportunidade de apreciar - e adquirir - a arte e os objetos que ele tanto admirava".

Leilão de grande impacto

Antecipando o interesse que o leilão pode gerar, tratando-se um músico de fama planetária, a Sotheby's organiza quatro antevisões do que será leiloado em quatro cidades:

Londres - 20 de julho a 9 de agosto

Los Angeles - e 21 e 21 de setembro

Nova Iorque - 26 a 29 de setembro

Hong Kong - 12 a 15 de outubro

O leilão propriamente dito acontece em três partes:

10 de novembro - Arte Moderna e Contemporânea

11 de novembro - Arte Moderna e Contemporânea

11 de novembro - Design pós-modernista: Ettores Sottsass e o Grupo de Memphis

As pinturas podem atingir 10 milhões de libras, isto é, 12 milhões de euros.

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