Beach House. Um capuchinho que encantou a noite do Porto

Pela décima vez por cá, Victoria e Alex tiveram uma tarefa ingrata: fechar a segunda noite do principal palco depois de PJ Harvey. E conseguiram-no.

Primeiro, um agradecimento: "Obrigado por ficarem até tão tarde!", disse Alex Scally. "We love you", completou logo Victoria Legrand - e o público português devolveu as duas afirmações dos Beach House: agradeceram uma a uma as canções que a dupla franco-americana trouxe ao Parque da Cidade, no Porto; e assim retribuíram igual amor pela banda.

Pela décima vez em palcos portugueses, os Beach House tinham uma tarefa ingrata: fechar a segunda noite do principal palco do NOS Primavera Sound, depois de PJ Harvey ter assinado um concerto absolutamente memorável.

Victoria e Alex não se fizeram rogados, sem ceder naquilo que é o som que tão bem os caracteriza e que os transformou num caso sério de popularidade em Portugal - e num caso sério da pop, como também se viu com a receção a Depression Cherry e Thank Your Lucky Stars, os dois álbuns lançados em 2015.

De capucho preto, que cintilava com o jogo de luzes - que deixava quase sempre na penumbra os quatro em palco (ao duo juntou-se outra dupla de músicos) - Victoria mostrou o encantamento da sua voz, declarou várias vezes o seu amor pelos presentes, pediu para que o público não perdesse a "sensibilidade" e hipnotizou a noite, uma e outra vez, fosse com Take Care, de Teen Dream, ou Myth, de Bloom, mas também comBeyond Love, de Depression Cherry.

"Consigo ver todos os vossos corações", disse Victoria. Como conseguia ver os corpos a dançar e os cigarros acesos. Há encantamentos que não se explicam.

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