Arquitetos salvaram bairro da má fama. E ganharam o Turner Prize

Prémio para arte contemporânea deu a vitória a 18 arquitetos que responderam a repto de moradores

É arquitetura? É arte contemporânea? Um dos moradores do bairro de Toxteth, no sul de Liverpool, disse assim: "Eles trouxeram arte à vida diária e toda a gente tem direito a isso". A resposta está dada. Pelo menos para o júri do prestigiado Turner Prize que deu a um coletivo de 18 arquitetos e designers - o Assembles - o prémio destinado a artistas com menos de 50 anos.

Quando a shortlist do prémio foi apresentada, as atenções viraram-se para as casas e os moradores das quatro ruas de Granby, em concreto a Caims Street, onde já há obra feita. Casas, para habitar. E gostar de as habitar. Uma extraordinária inversão dos holofotes: da luta dos moradores contra o esquecimento - insistiam em ter plantas nas ruas tristes, pintavam casas devolutas - ao foco de todas atenções: afinal pode esta arquitetura low cost ser arte tamanha que conquiste o Turner? A resposta que já muitos pressentiam, chegou na noite de segunda-feira pela voz de Kim Gordon da banda Sonic Youth. Foi ela quem anunciou os vencedores na Tramway Gallery, em Glasgow. Os moradores de Toxteth saíram à rua e dançaram. E a arquitetura entrou na lista das artes reconhecidas pelo Turner - a par da pintura, impressão, som, vídeo, fotomontagem, fotografia, escultura, cerâmica e instalação.

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