A Primavera que invade o Parque da Cidade do Porto

Um dia mais frio do que a quinta-feira de arranque, mas mesmo assim mais desejado. Cerca de 30 mil pessoas concentraram-se no Parque da Cidade do Porto para ver Brian Wilson, PJ Harvey e Beach House.

Khristy Kay, norte-americana de Los Angeles, descobriu que também havia Primavera Sound no Porto há uma semana quando estava em Barcelona, berço do festival. Ficou decidido: quando chegasse ao Porto, cidade que já fazia parte do seu roteiro de um mês de férias na Europa, ia comprar bilhete para a sexta-feira, dia 10, o dia em que todas as luzes apontavam para o beach boy Brian Wilson, a cantora PJ Harvey e os Beach House, derradeira banda a ocupar esta sexta-feira o palco principal do NOS Primavera Sound, o festival que torna o Parque da Cidade, no Porto, em arena de concertos, e o principal interesse desta rapariga de cabelo quase branco escondido por um boné, animadora de profissão e, por isso mesmo, a caminho de Annecy para o festival de animação.

Por alturas do norte-americano Cass McCombs, pouco depois das 18.00, havia um número compacto de fãs nas primeiras filas, a agitar-se ao som da sua música. Deitados ou sentados na relva, muitos espectadores aproveitavam os últimos raios de sol. À chuva de quinta-feira à noite, sucedeu-se hoje uma tarde morna. "É um festival diferente, não há poeira", diz Maria Rosas, ao DN, estreante por aqui. "Nem poluição visual". "É um festival muito pacífico", resume. PJ Harvey era o que queria ver no palco principal, embora a eletrónica de Roosevelt fosse o outro ponto de interesse.

Maria foi uma entre 30 mil pessoas que a organização estimava ter entrado ontem no recinto do parque da cidade, o dia mais forte desta edição do Primavera Sound. Na quinta-feira, foram 25 mil. As línguas inglesa e espanhola rivalizam no parque com o português. E com as coroas da flores.

Repetentes de 2015, mas um hit sem margem de contestação, merecem filas de 40 minutos para conseguir o acessório. Joana Amaral pede uma em branco e rosa, que demoram cerca de 5 minutos a fazer. "O conceito do festival é a primavera e as flores apelam ao conceito", sintetiza Joana Amaral, 28 anos, enquanto espera. "O próprio ambiente, as pessoas nas toalhas, faz lembrar as festas hippies", acrescenta, no compasso de espera para ver o nome mais esperado, PJ Harvey.

A polícia garante que não há ocorrências a declarar. Na quinta-feira à noite apenas uma má disposição de um espectador. A discrição é um dos instrumentos de patrulha. À semelhança do que acontece em outros eventos de massas, a autoridade atua de forma quase invisível.

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