10 músicos escolhem os melhores discos de 2015

O DN pediu a 10 músicos para fazerem as suas escolhas e os resultados são tão variados quanto os gostos

Aldina Duarte, Fadista

A mestria interpretativa de Camané atinge um dos pontos mais altos da sua carreira discográfica neste disco, Infinito Presente, que acrescentará certamente mais uma página de ouro à história do Fado, no seu melhor e a seu tempo. A minha outra escolha recai em Shadows In The Nigth, do Bob Dylan, seguramente o melhor disco de covers do mundo e um título de génio para um álbum de versões de Frank Sinatra. Por último, At Least For Now, de Benjamim Clementine, um daqueles talentos vocais e musicais caídos do céu, que nos fazem acreditar na eternidade. Na minha opinião, estes são os três melhores álbuns musicais de 2015, ou pelo menos foram aqueles que comprei, que ouvi, que gostei e que quero distinguir."

Capicua, Rapper

Para mim, o melhor disco do ano e não só de hip-hop, foi sem qualquer tipo de dúvida To Pimp a Butterfly, do Kendrick Lamar. Se as expectativas estavam altas depois de tudo o que ele já fez nos últimos anos, estas foram completamente superadas com este álbum, que mais uma vez conseguiu chegar a um público muito abrangente. No panorama nacional este não foi um ano muito forte em termos de hip-hop, mas tenho de destacar o Casca Grossa, do Regula. Foi editado no início de 2015 e é também um álbum muito bom, no qual participam alguns dos maiores nomes do hip-hop nacional. Por último, não posso deixar de falar de um dos discos que mais ouvi este ano, Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa, do brasileiro Emicida. Especialmente porque tem letras muito boas, daquelas que sempre que as oiço só penso: porque é que não fui eu a escrever isto?"

Descubra as escolhas dos outros oito artistas na edição impressa ou no e-paper do DN

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