Zona "Alto Concelho" de Gondomar acolhe 'eco resort' com 1.900 camas

A zona conhecida como "Alto Concelho", em Gondomar, vai acolher um 'eco resort' com 1.900 camas que começará a ficar pronto em 2023, num investimento privado de cerca de 60 milhões de euros, revelou hoje a câmara local.
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Em causa o Plano de Pormenor das Quintas da Azenha e da Varziela que foi apresentado publicamente terça-feira à noite na freguesia de Melres e cuja discussão pública decorre até dia 31 deste mês.

Esta tarde, em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião camarária, o presidente da câmara de Gondomar, Marco Martins, contou que o projeto é da Sonae que ali conta construir duas unidades hoteleiras e 150 moradias.

Trata-se da encosta que vai desde do parque Campidouro até Melres, em frente à Lomba, na zona denominada como "Alto Concelho".

No total são cerca de 50 hectares e serão projetadas, segundo o autarca socialista, duas fases de obra a primeira para estar concluída em 2023.

"A Sonae já desde 2008 quer investir ali. Em 2009 foi aprovado um Plano de Pormenor que, entretanto, caducou, mas a Sonae veio agora à câmara mostrar que quer retomar investimento. A capacidade total do empreendimento turístico, que tem regime de hotel e aluguer de casas, implica 1.900 camas", disse Marco Martins.

O projeto também inclui a possibilidade de venda de lotes de terreno para construção de habitações mediante um projeto tipo.

"Se esse investimento for para a frente, como tudo indica que vai, é uma grande âncora no Alto Concelho. Se juntarmos os dois projetos [somando a este o Cais da Lixa, investimento da APDL para acostagem de navios-hotel no Douro] daqui a cinco anos vamos ter falta de mão-de-obra no alto concelho", referiu o autarca.

Marco Martins não quis precisar número, mas apontou que o investimento ronda os 60 milhões de euros, estimando a criação de "mais de 200 postos de trabalho".

Já no 'site' oficial desta autarquia do distrito do Porto lê-se que "trata-se da instalação de dois estabelecimentos hoteleiros, com o mínimo de quatro estrelas, um aldeamento turístico e um núcleo de alojamento em moradias diluídas na paisagem".

A nota mostra estar acautelado "o mínimo de impacto visual para quem observa do rio para a margem direita do Douro".

"O promotor considera que se trata de uma zona pouco explorada do ponto de vista turístico e com condições únicas", acrescenta a publicação da câmara.

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