Zelensky propõe ao Parlamento extensão da lei marcial

Oito meses após o início da invasão russa, o presidente ucraniano propõe estender por mais 90 dias a lei marcial e a mobilização geral da população.
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apresentou no Parlamento dois projetos legislativos para alargar por mais 90 dias a lei marcial e a mobilização geral da população, oito meses após o início da invasão russa.

Zelensky propõe, assim, uma nova prorrogação após uma primeira, que foi aprovada em 15 de agosto e que termina em 21 de novembro.

Espera-se que o Parlamento aprove a medida sem qualquer oposição, como o fez em agosto.

Zelensky decretou a lei marcial em 24 de fevereiro, horas após a invasão russa anunciada pelo Presidente Vladimir Putin, que inicialmente estava prevista apenas até 26 de março, mas que acabou por ser estendida no tempo, com a evolução da guerra.

Sob a lei marcial, entre outras prerrogativas, o Governo de Zelensky proibiu a atividade política de 15 partidos, alegando que defendem posições pró-russas e a invasão da Ucrânia.

Com a lei de mobilização, o Governo decretou a proibição de abandonar o país para todos os homens entre os 18 e os 60 anos que são elegíveis para serem recrutados.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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