Zelensky: Forças russas converteram cidade de Bakhmut "em ruínas queimadas"

O presidente russo lembrou que a fórmula para a paz proposta pelo seu governo, que tem dez tópicos, inclui o restabelecimento da integridade territorial do país.
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O Presidente ucraniano denunciou esta sexta-feira que a Rússia transformou a cidade de Bakhmut, no Donbass, "em ruínas queimadas" e voltou a defender que uma negociação de paz com Moscovo implica o restabelecimento da integridade territorial da Ucrânia.

A situação na frente de combate "continua muito difícil nas áreas-chave do Donbass: Bakhmut, Soledar, Maryinka, Kreminna. Há muito tempo que não há lugar para viver nestas áreas que não tenha sido danificado por granadas e fogo" do Exército russo, salientou Volodymyr Zelensky no seu habitual discurso noturno diário divulgado nas redes sociais.

"Os ocupantes destruíram na verdade Bakhmut. Outra cidade no Donbass que o Exército russo transformou em ruínas queimadas", acrescentou.

Zelensky lembrou que a fórmula para a paz proposta pelo seu governo, que tem dez tópicos, inclui o restabelecimento da integridade territorial do país.

Neste plano de paz, a Ucrânia exige "desde a segurança nuclear à restauração da integridade territorial do nosso Estado, da segurança energética ao regresso de todos os prisioneiros de guerra e deportados detidos no território da Rússia", frisou.

O governante explicou ainda que o seu plano de paz, que visa envolver a comunidade internacional na sua implementação, pretende "devolver a bandeira ucraniana a todas as cidades e comunidades da Ucrânia".

"Devemos garantir a responsabilidade real do Estado terrorista nesta guerra e devemos garantir a segurança de todas as gerações de ucranianos após o fim desta guerra", salientou.

O mais recente relatório do estado-maior do Exército ucraniano indica que as tropas russas continuam "a tentar atacar" perto de Bakhmut.

Fotografias de trincheiras lamacentas, florestas devastadas e corpos no campo de batalha levaram a comparações com a Primeira Guerra Mundial.

Após o revés sofrido em Kharkiv, as tropas russas concentraram a sua ofensiva em Bakhmut, enquanto defendem o resto da frente de batalha.

A ofensiva militar da Rússia na Ucrânia foi lançada a 24 de fevereiro e justificada por Vladimir Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia.

A invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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