O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky criticou esta terça-feira a atitude do presidente brasileiro, Lula da Silva, sobre a guerra na Ucrânia. "Por vezes ouvimos contradições nas mensagens do presidente Lula da Silva, na cimeira dos BRICS, na África do Sul, que disse recusar formas unilaterais para a paz. Lula deve perceber que é a guerra é na Ucrânia, não é na Rússia, no Brasil, nos EUA. Não são brasileiros nem americanos, nem outros europeus, são ucranianos, centenas de pessoas que morrem e ficam feridas por dia. Não queremos uma guerra no Brasil ou noutro país qualquer. É um país que sofre, não é uma posição unilateral", disse, em entrevista à RTP..Fazendo referência aos países da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), Zelensky indicou que necessita, sobretudo do apoio daquele -"quero muito que o Brasil esteja connosco" - e para isso conta com uma ajuda: "Temos de trabalhar mais e aqui Portugal pode ajudar-nos", disse..O presidente ucraniano salientou ainda o carisma e simpatia de Marcelo Rebelo de Sousa na visita recente que fez à Ucrânia: "Foi importante para a Ucrânia, estamos gratos, não só pelo apoio militar, mas pelo facto de Portugal acolher mais de 50 mil ucranianos, é importante".."Precisamos de 160 caças para não dar a possibilidade da Rússia de dominar o espaço aéreo. E precisamos meramente para nos defender, penso que no início do próximo ano os F16 estarão a combater", explicou ainda o presidente ucraniano, que confirmou as muitos mortes e feridos que existem na linha da frente da Guerra, no Leste do país..Zelensky disse também que "a motivação das forças ucranianas é maior do que das forças russas. É importante não termos perdido essa motivação", o que é essencial para o desenrolai do conflito." A Rússia aumenta diariamente a sua presença, mas as pessoas estão desmotivadas, não percebem porque combatem na Ucrânia. Hoje em dia é a sobrevivência que mais os motiva, têm medo de ser mortas"..Quanto ao processo de paz, o líder ucraniano repetiu uma ideia que já antes dissera: "A Rússia deve abandonar o nosso território. E os assassinos devem ser punidos. O diálogo só acontecerá quando a Rússia respeitar o nosso território e em passos reais e práticos.".Sobre a adesão à NATO e à União Europeia, o presidente ucraniano indicou a sua vontade de aderir ao Tratado do Atlântico Norte ainda antes do fim da guerra, mas admite que será difícil, "nem todos são da mesma opinião. Em relação à adesão à União Europeia, Zelensky acredita que o diáligo para a adesão será feito ainda "este ano". "Penso que temos todas as hipoteses de encentar um dialogo ainda este anos e a decisão seja feito no final deste ano, e o processo de adesão comece no próximo anos", concluiu..A finalizar, sobre a visita a Portugal, a convite do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, Zelensky disse: "estou certo que chegará a altura. ir quero muito e estou certo que chegará a altura"..com Lusa