Windows 7 forçou Microsoft a corrigir os próprios erros

O Windows 7 que amanhã chega às lojas resulta de um esforço de três anos entre diversos departamentos da empresa com vista a corrigir os erros do anterior Vista
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Na mesma semana em que a Apple apresentou lucros que superaram todas as previsões dos analistas - 1,67 mil milhões de dólares que se reflectiram numa subida de 5,6 por cento das acções - a Microsoft coloca à venda o novo sistema operativo Windows 7.

É já amanhã que chega o sucessor do muito criticado Vista. O novo sistema operativo resulta de um esforço de três anos entre diversos departamentos da empresa, com o objectivo de reduzir as lacunas de comunicação que contribuiram para os atrasos e defeitos do anterior, tido como um dos maiores fracassos da companhia.

O director da Microsoft, Steve Ballmer, decretou que os programadores tinham que trabalhar mais próximos dos fabricantes, como a Hewlett-Packard (HP) e de outras empresas ligadas ao mundo dos computadores pessoais para evitar os problemas que "atraiçoaram" o Vista. "Acho que a Microsoft sabia que com o Windows 7 tinha que se esforçar mais e corrigir erros pouco admissíveis", declarou Richard Barton ao Wall Street Journal, um ex-empregado da companhia na década de 90.

O projecto do Windows 7 foi liderado por Steven Sinofsky, um veterano da Microsoft - casa onde trabalha há mais de vinte anos - anteriormente responsável pelo grupo que desenvolveu o Office. Sinofsky comparou o processo à remodelação de uma casa explicando que "é como uma cozinha, só que para mil milhões de pessoas".

Ao Vista, foram apontados erros na lentidão com que ficou pronto, cinco anos, e no software para utilização de impressoras, placas de vídeo e outros equipamentos, quando este sistema chegou ao mercado há cerca de três anos.

A equipa Windows era então um formada por um conjunto rígido de "ilhas", cada uma responsável por um recurso técnico específico, que não comunicavam entre si. O código de programação poderia funcionar individualmente mas não necessariamente de forma integrada. "Aí começavam os conflitos", explicou Julie Larson-Green, directora e especialista que trabalhou no grupo do Office com Sinofsky.Esta é, então, a oportunidade para resolver os problemas.

A abordagem em conjunto levou a equipa do Windows 7 a definir um objectivo: "silenciar o sistema", ouseja, minimizar janelas e pop-ups que surgem constantemente com o PC em funcionamento. No novo sistema operativo, a Windows procurou reduzir essas mensagens para que os utilizadores se sintam mais confortáveis, explicou Linda Averett, também ela um membro da equipa.

A Microsoft acrescentou também novos recursos, entre eles uma tecnologia "multitoque", que permite aos utilizadores aceder a comandos ao tocar com os dedos. O Vista oferecia uma versão da tecnologia de toque que era sobretudo um substituto directo do rato.

As novidades do novo sistema operativo

- O Windows está mais inteligente  devido a um feature que bebe do iPhone, da Apple. No Windows 7, quando qualquer browser é utilizado, todas as outras janelas abertas desaparecem. Resultado: menos confusão no monitor

- Os gráficos estão mais detalhados e no próximo ano, os programadores vão começar a desenvolver jogos em Direct X11, um software que oferece maior definição. O DX11 está integrado no Windows 7.

- O sistema operativo está mais rápido e os fãs de tecnologia atribuem essa responsabilidade à DirectCompute, uma tecnologia que controla e gere onde o computador faz os seus cálculos.
O arranque é quase instantâneo o que é uma boa notícia, se se pensar que uma das virtudes da tecnologia está na velocidade.

- O guia de televisão para vídeos na Internet permite conectar a televisão por cabo ou satélite ao computador e gravar, inclusivamente, os programas pretendidos.

- Os processadores de 64 bit permitem aceder a grandes quantidades de memória e realizar cálculos mais rápidos.

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