Vulcão Manaro afasta 5000 pessoas

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O vulcão Manaro entrou ontem em actividade em Vanuatu, arquipélago da Melanésia, na Oceânia, lançando vapor e gases tóxicos a mais de três mil metros de altura e forçando à retirada de mais de cinco mil pessoas.

As colunas de denso fumo branco e as cinzas expelidas pelo vulcão continuam a aumentar sem controlo, tendo atingido ontem a altura máxima desde que entrou em erupção em Novembro.

O vulcão, situado na pequena ilha de Ambae, começou a expelir cinzas e a lançar fumo para a atmosfera no dia 27 de Novembro, chegando a libertar duas toneladas de cinzas por dia.

Segundo um vulcanólogo australiano, a existência de um lago no topo do vulcão minimiza o perigo de destruição, uma vez que evita que a lava e as pedras sejam lançadas com mais força para o ar.

O Governo de Vanuatu declararou o estado de emergência em Ambae, onde vivem cerca de dez mil pessoas, e mobilizou as autoridades locais, a quem disponibilizou várias viaturas e dois barcos para o transporte dos habitantes.

"Parece uma taça enorme e muito suja de kava quente." Era assim que o piloto Charles Nelson, da companhia aérea local Flight Club Vila, descrevia o desastre natural, referindo-se a uma bebida típica daquela zona. Nelson falava depois de ter sobrevoado o vulcão em erupção na manhã de ontem.

Vanuatu, que obteve a independência do Reino Unido e de França em 1980, é um arquipélago de cerca de 80 ilhas situado na Melanésia, conjunto de ilhas do Sudoeste do Pacífico, vizinhas da Austrália, com uma população perto de 200 mil habitantes.

* Com agências

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