Vontade de referendo pode contagiar outros países

Sondagem publicada no <em>Financial Times</em> mostra que <em>brexit </em>pode provocar um efeito dominó de referendos na Europa
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Se eles podem, nós não podemos porquê? O risco de esta pergunta começar a ser feita parece ser real. O referendo no Reino Unido sobre a permanência na União Europeia poderá levar outros países a quererem seguir o mesmo caminho, revela uma sondagem divulgada pelo Financial Times.

O estudo de opinião realizado pela empresa Ipsis em nove países - Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Polónia, Bélgica, Hungria e Suécia - mostra que os franceses e os italianos são aqueles que mais rapidamente poderão ter vontade de ser chamados às urnas para decidir sobre a permanência dos seus países na UE. No caso dos italianos, a percentagem dos inquiridos que respondeu que também queria o seu próprio referendo - independentemente do resultado no Reino Unido - foi de 58%, baixando para 55% no caso dos franceses.

Ainda assim, como explica o Financial Times, a sondagem mostra que os europeus - apesar de se mostrarem entusiasmados com a possibilidade de realização de referendos - não são favoráveis ao abandono da UE. O país com um resultado mais alto em favor da saída foi a França, com 48%. No pólo oposto surge a Polónia. Entre os polacos apenas 22% disse que gostaria de ver convocada uma consulta popular sobre a permanência do país na União Europeia.

O fantasma de um possível referendo em França não é novo e faz parte das bandeiras já agitadas por Marine Le Pen. "A minha ideia é dizer aos franceses que, se eles me elegerem em 2017, seis meses depois das eleições haverá um referendo", chegou a afirmar em diversas entrevistas a líder da Frente Nacional.

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