Lisboa. Os dois pilares foram retirados em 2007 para permitirem o avanço das obras do Metropolitano.Dois pilares especiais assinalam a entrada na sala de visitas de Lisboa .A reconstrução da Baixa, após o cataclismo de 1755, começou pelo Cais das Colunas. Três anos depois do terramoto, eles já lá estavam, dois pilares monolíticos a assinalar a porta de entrada para a sala de visitas da capital. A dar corpo à visão do Marquês de Pombal e ao risco do arquitecto Eugénio dos Santos.. Depois de mais de dez anos arrecadadas num armazém do Metropolitano de Lisboa, por causa das obras de prolongamento da linha azul até Santa Apolónia, as colunas voltaram, tal como a escadaria suave que morre nas águas do Tejo. Algumas das pedras que compõem os pilares foram recuperadas e recolocadas, pois estavam catalogadas. Outras foram mesmo substituídas. As colunas estão limpas e uma delas que já denunciava uma ligeira deformação está totalmente reabilitada..Depois do estaleiro que ali esteve e que obrigou a desvios e incómodos diários, os lisboetas chegaram a pensar que a sala de visitas da capital ia , finalmente ficar arrumada. Mas o pó, as obras e a confusão afinal não vão deixar em sossego a Praça do Comércio. Em Janeiro começa a empreitada da Simtejo para a construção do novo interceptor de saneamento (águas residuais e pluviais) no Terreiro do Paço. A vida dos peões que diariamente ali fintam os carros, já não é fácil. E vai ser ainda mais difícil. Portanto, namorar ou contemplar simplesmente o Tejo a partir do Cais das Colunas não será, seguramente a melhor opção, a partir da primeira semana de Janeiro de 2009..Praça com vista para o Tejo.O Cais das Colunas é parte integrante do projecto de Eugénio dos Santos para a reconstrução do Terreiro do Paço, pós-terramoto. Praça do poder, onde ainda se concentram alguns ministérios, o Terreiro do Paço recebeu em 1957 a rainha Isabel II e o Cais das Colunas vestiu-se de vermelho para receber a soberana britânica. "Fez-se um desfile de barcos no Tejo e um cortejo pela cidade com coche do século XVIII", relatou o DN. Pelo Cais das Colunas, passou o tempo e passaram as faluas do Tejo. Hoje restam os cacilheiros nas viagens desta para a outra banda.