Volta a Portugal: Prólogo - Declarações

Declarações no final do prólogo da 79.ª Volta a Portugal em bicicleta, disputado hoje em Lisboa, no total de 5,4 quilómetros:
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Damien Gaudin (vencedor da etapa e líder da geral individual): "Vim para ganhar o prólogo, está feito. Para nós a Volta a Portugal começa maravilhosamente bem.

Começa bem, mas são 10 dias de prova. É difícil gerir. Sou um dos mais antigos da equipa, vim para ser capitão e para ensinar os mais jovens a abordar as etapas e uma prova com 10 dias. Para muitos, é a primeira vez que fazem provas por etapas com tantos dias, ao contrário de mim e do Stéphane Poulhies, que já fizemos Tour [2015] e Vuelta [2009 e 2014].

Amanhã [sábado] vou desfrutar da camisola amarela porque vai ser difícil mantê-la. Não pensamos na geral viemos para ganhar algumas etapas.

Vim para a Volta a Portugal com três objetivos: ganhar o prólogo, uma etapa, não sei qual, e fazer um bom contrarrelógio final.

Os meus pais puderam ver a minha vitória na internet graças a uma superorganização que dá as etapas em direto. Já falei com eles por telefone e estão muito contentes".

Domingos Gonçalves (segundo da etapa e da geral individual): "Consegui entrar bem na Volta e isso é que interessa. Se entrasse de amarelo, era um sonho. Vestir a camisola amarela, nem que seja por um dia, é o sonho de qualquer corredor português.

O prólogo era sempre a rolar, não dava para descansar.

Estou satisfeito. Consegui provar que o título de campeão nacional de contrarrelógio não foi um acaso. Se não fizesse nada de jeito hoje, iam cortar-me na casaca. Assim, não.

Amanhã, não sei o que a equipa vai esperar de mim. Se me derem carta branca, vou tentar atacar porque é um sonho andar de amarelo".

Alejandro Marque (terceiro da etapa e da geral individual): "Ultimamente, nos 'cronos' explosivos não me tenho saído bem. Este resultado dá-me confiança. O importante era não perder tempo. Hoje, podíamos perder mais do que ganhar, caso cometêssemos algum erro. É óbvio que sair daqui com segundos de vantagem sobre toda a concorrência dá-me mais tranquilidade.

Estou perto [da amarela], mas o importante é ir dia a dia. Temos etapas com quilometragens muito longas e as equipas não vão querer assumir o trabalho".

Gustavo Veloso (vencedor da Volta a Portugal em 2014 e 2015): "Num prólogo, é sempre 'à morte'. No final, torna-se muito duro. Vamos sempre no limite até as pernas incharem.

Não ganhar o prólogo não significa nada. Nas voltas que ganhei, nunca venci o prólogo. O importante eram as sensações e o tempo de diferença para os outros rivais.

Senti-me bem até me terem começado a doer as pernas no último quilómetro. Foi bom. Fiz o melhor crono que consegui".

Rui Vinhas (vencedor da Volta a Portugal de 2016): "Foi um esforço muito curto e devido ao meu peso não me dou bem com estas distâncias. Não era fácil, fiz o melhor que podia".

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