Violações de dados no setor da saúde aumentam mais de 50% na Europa

A maioria destas violações de dados resultam de ataques de ransomware e pelo menos metade das violações de dados registadas na primeira metade de 2023 estão relacionadas com fornecedores de instituições hospitalares.
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A equipa de Threat Intelligence da S21Sec, um dos principais fornecedores de cibersegurança na Europa, registou um total de 22 violações de dados relacionadas com o setor da saúde durante o primeiro semestre deste ano, um aumento de cerca de 55% em comparação com o último semestre de 2022.

A maioria destas violações de dados resultam de ataques de ransomware, "um código malicioso que impede a utilização dos dispositivos ou sistemas que infeta, ou da intrusão de terceiros nas redes internas das instituições hospitalares", indica um comunicado enviado às redações.

Pelo menos metade das violações de dados registadas na primeira metade de 2023 estão relacionadas com fornecedores de instituições hospitalares, tanto públicas como privadas, que são atacados previamente como forma de aceder ao setor da saúde, incluindo empresas do setor industrial, de software, de tecnologia ou de consultoria.

A nota frisa que a atividade cibernética contra a indústria da saúde teve um aumento substancial durante a pandemia de covid-19, devido ao aumento da digitalização dos processos internos de hospitais e centros de saúde".

"Nos últimos dois anos, temos assistido a um aumento substancial na atividade cibernética contra o setor da saúde, especialmente após a pandemia, devido à crescente digitalização dos processos internos nos hospitais, centros de saúde e clínicas. Desde 2020, temos observado como cada vez mais hospitais, clínicas, instituições hospitalares e fornecedores de produtos médicos têm sido alvo de ciberataques de várias naturezas, afetando tanto as próprias instituições quanto as pessoas que delas fazem parte. Portanto, é essencial ter barreiras de segurança que possam impedir esses ataques, tanto dentro do próprio sistema de saúde quanto em todos os intervenientes do setor. A proteção da cadeia de saúde é necessária para preservar a integridade, segurança e privacidade de toda a sociedade", refere Hugo Nunes, responsável da equipa de Intelligence da S21sec em Portugal.

Os principais protagonistas de ataques informáticos contra o setor da saúde são Anonymous Sudan, KillNet e Noname057(16), que realizaram vários ataques a hospitais na Europa e nos Estados Unidos em retaliação à queima do Corão ou ao envio de armamento militar para a Ucrânia.

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