Feita a renaturalização do Rio Pelhe, em Famalicão, a Equipa Água viajou de comboio até Faro para, posteriormente, dar à costa na antiga cidade romana Portus Hannibalis (atual Portimão) e falar sobre Turismo Sustentável..O objetivo deste desafio não era conhecer as praias, mas, sim, percorrer o caminho contrário ao mar e conhecer a indústria piscatória e conserveira que tomou conta da, outrora, Vila Nova de Portimão! Além disso, o nosso intuito era humanizar o turismo, realçando as tradições, valorizando os destinos e a população local, especialmente os mais idosos, combatendo a gentrificação e o desaparecimento do passado cultural e histórico..Já em solo portimonense, a Equipa Água pôs as mochilas às costas e rumou até à Antiga Lota que depois de remodelada deu lugar ao Posto de Turismo. À nossa espera tínhamos uma free walking tour pela zona ribeirinha, onde por meio da imaginação, audição e da "Janela da História" pudemos visualizar a agitação que por ali se vivia e as inúmeras mudanças arquitetónicas e paisagísticas até aos dias de hoje, e, portanto, desde as muralhas romanas até ao aumento da zona litoral com o fecho da Baía de Portimão..Findado o passeio, foi tempo de dar voz à última de 23 fábricas de conservas que tinham proliferado pela região, agora transformada no Museu de Portimão para conservar a memória cultural e histórica da cidade que se fazia mexer pelo delicioso peixe e que agora se mexe pelo turismo. Já no Museu pudemos contar com a presença de três antigas conserveiras, a Isaura Augusto, de 92 anos, a Isaurida Morgado, de 79 anos e a Teresa Santos, de 69 anos, e ouvir, em primeira mão, como era o dia-a-dia delas e até algumas histórias, como o roubo de ovas do peixe. Mesmo de Olhão a Isaura experienciou o mesmo ambiente e as mesmas tarefas das portimonenses Isaurida e Teresa, como o soar dos apitos (cada fábrica emitia um som diferente) que as avisavam da chegada de um novo barco e com ele o início de um novo turno, e como o famoso descabeço dos peixes que marcava o começo do processo de fabrico de conservas..Acabaríamos o desafio a realizar mais uma troca no âmbito do desafio da economia circular com o Museu, trocando um chapéu que trouxemos de Faro por um livro, e, portanto, foi desta forma que viajámos até ao fundamental, isto é, até às pessoas e às suas memórias que agora estão eternamente preservadas no Museu..Já hospedados e com parte das energias recarregadas, encontrámo-nos com a Equipa Terra e fomos juntos para a Praia do Amado com quem passamos o final de tarde a dar uns mergulhos..Agora, deixamos Portimão para trás e seguimos em direção a Odemira, a nossa última paragem antes de Cascais. Venham connosco!