Venezuela: Funcionários públicos exigem melhores salários

Trabalhadores da Assembleia Nacional venezuelana (parlamento) e das empresas estatais Petróleos da Venezuela SA (PDVSA), Companhia Nacional Telefones da Venezuela (CANTV) e da Corporação Elétrica, protestaram hoje em Caracas para exigir melhores salários.
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Os trabalhadores do parlamento (onde a oposição detém a maioria), partiram da sede administrativa daquele organismo até ao Ministério de Economia e Finanças, ambos no centro da capital, mas foram impedidos de chegar ao destino por funcionários da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).

Apesar do bloqueio, a deputada Maria Hernández conseguiu entregar um documento contra os baixos salários, exigindo melhores condições de trabalho e a aprovação dos recursos necessários para efetuar os pagamentos que lhes são devidos.

O presidente do Sindicato dos Funcionários de Carreira da Assembleia Nacional, José Vicente Rivero, explicou aos jornalistas que o "Ministério das Finanças tem atentado contra os trabalhadores ativos" do parlamento ao não aprovar os recursos completos para os respetivos pagamentos, incluindo o correspondente à dotação de uniformes.

Por outro lado, os trabalhadores da PDVSA insistem que vão continuar a protestar até que "as autoridades atendam às necessidades dos trabalhadores" no que diz respeito ao pagamento de pensões em atraso e a aumentos salarias que, segundo o empregado Manuel López, deveriam ocorrer duas vezes por ano mas estão paralisados desde 2014.

Por outro lado, trabalhadores das estatais Corporação Elétrica (Corpoelec) e da Companhia Anónima Nacional Telefones da Venezuela (CANTV), bloquearam a Av. Libertador, uma das mais importantes de Caracas para exigir reivindicações salariais e melhores condições de trabalho.

Os trabalhadores exigem ainda investimentos em ambos os setores.

Nesse sentido, o porta-voz da Federação de Trabalhadores Elétricos (Fetraelec) responsabilizou o Executivo pelos apagões elétricos no país e atribuiu os problemas de terça-feira, que deixaram Caracas às escuras, a uma falha de manutenção.

Há nove dias que os trabalhadores da Corpoelec estão em greve.

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