Vem aí a primeira chuva de meteoros do ano. E promete ser das melhores

Entre a noite de hoje, sexta-feira, e o fim da madrugada de sábado vão chover meteoros. No pico do fenómeno, podem ser vistas entre 60 a 100 meteoros por hora.
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É a primeira chuva de meteoros do ano e são os Quadrantids. Começa esta sexta-feira à noite e prolonga-se por algumas horas da madrugada de sábado. No seu pico podem ser visíveis entre 60 e 100 meteoros por hora. O período de pico é relativamente curto - algumas horas - em comparação com outras chuvas de meteoros, como os Geminids, que podem durar dias, mas os Quadrantids são considerados dos melhores porque são meteoros de bola de fogo. Derivam de partículas maiores de matéria, o que significa que são muito mais brilhantes, e a sua luz e cor duram mais que a média de uma chuva de meteoros.

A visualização do fenómeno depende muito do estado do céu. Se estiver limpo, os meteoros serão visíveis facilmente. Dhara Patel, astrónomo do Royal Observatory Greenwich, em Londres, diz que pode ser um dos melhores fenómenos do ano: "Pode haver até 120 meteoros por hora. Os Quadrantids são considerados uma das melhores chuvas anuais, mas é provável que se veja muito menos meteoros se houver condições imperfeitas de visualização. O pico dura apenas algumas horas em comparação com muitos outras chuvas de meteoros que podem permanecer por alguns dias. Portanto há uma oportunidade limitada para ver."

Este cientista deixa os conselhos para melhor observar a chuva. A melhor hora deverá ser depois da meia-noite, enquanto a lua se põe, para que haja menos interferência do luar. Para ter mais hipóteses de detetar os meteoros, o ideal é ir para uma área aberta e escura, fora de cidades, o que permite que os olhos fiquem sensíveis na escuridão. Devem ser evitadas fontes brilhantes de luz como as de um telemóvel. "Seja paciente. O espetáculo ficará visível até ao amanhecer", disse Dhara Patel.

As chuvas de meteoros, ou estrelas cadentes, são causadas quando pedaços de detritos entram na atmosfera da Terra, a velocidades muito elevadas. A maioria são muito pequenos - como um grão de areia - e desintegram-se sem atingir a superfície do planeta.

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