O Prémio Princesa das Astúrias da Concórdia foi esta quarta-feira atribuído à União Europeia (UE), que este ano cumpre sessenta anos e tem 28 Estados-membros, à espera da saída do Reino Unido..O júri do prémio, atribuído em Oviedo, Espanha, destacou que a UE contribuiu de forma decisiva para o maior período de paz na Europa, colaborando para a implantação e difusão no mundo de valores como a liberdade, os direitos humanos e a solidariedade.."Estes valores da UE projetam esperança no futuro, em tempos de incerteza, propondo um exemplo de progresso e bem-estar", acrescenta o júri..Atualmente, a UE é formada por 28 Estados-membros e mais de 500 milhões de habitantes, sendo no seu conjunto o maior bloco económico do mundo que, "baseado no Estado de Direito, demonstrou ser um projeto de paz em si mesmo"..Este é o oitavo e último galardão que a Fundação espanhola Princesa das Astúrias anunciou em 2017..Durante o corrente ano já foram distinguidos o artista sul-africano William Kentridge com o prémio das Artes, o grupo argentino de músicos e humoristas Les Luthiers com o da Comunicação e Humanidades, a Hispanic Society of America com o da Cooperação Internacional, a seleção de rugby da Nova Zelândia com o dos Desportos, a pensadora e investigadora britânica Karen Armstrong com o das Ciências Sociais, o poeta polaco Adam Zagajewski com o da Literatura e os físicos Rainer Weiss, Kip Thorne, Barry Barish, conjuntamente o Laboratório LIGO, com o da Investigação Científica e Técnica..Cada um dos prémios Princesa das Astúrias inclui, entre outras coisas, uma escultura do pintor e escultor espanhol Joan Miró e 50.000 euros, entregues numa cerimónia presidida pelo rei de Espanha, Felipe VI, que terá lugar em outubro no teatro Campoamor, em Oviedo..No ano passado, o Prémio da Concórdia foi atribuído à organização não-governamental Aldeias de Crianças SOS e em edições anteriores aos heróis de Fukushima, Unicef, Adolfo Suárez, rei Hussein da Jordânia, entre outros.