Uma vida longa e de qualidade, uma vacina de cada vez

<strong>De 24 de abril a 1 de maio, a Semana Europeia da Imunização pretende alertar a população para a importância das vacinas, não só na infância, mas também para os idosos. Anualmente, a vacinação salva um número incalculável de pessoas através da prevenção de muitas doenças, incluindo o herpes-zóster.</strong>
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O sistema imunitário de um doente crónico é sempre mais vulnerável, pois corre maiores riscos de desenvolver doenças infeciosas. Felizmente, a melhor arma de prevenção está ao nosso alcance: a vacina. Para além de dar imunidade contra as infeções, a vacina salva, ano após ano, cerca de três milhões de vidas em todo o mundo. É de tal forma eficaz que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou-a como a segunda medida no âmbito de saúde pública com maior impacto na saúde e bem-estar das populações, só ultrapassada pelo fornecimento de água potável.

Assim se vê a importância da vacinação na prevenção de infeções, nomeadamente na terceira idade. Para os mais idosos, e especialmente se sofrerem de doença crónica, a vacinação é um dos meios mais poderosos para conseguir melhor qualidade de vida. Uma vez vacinados, estão automaticamente mais protegidos contra doenças como a gripe, a pneumonia, tosse convulsa e o herpes-zóster. Nunca ouviu falar desta última doença? Comum entre a população idosa, o herpes-zóster surge como uma erupção cutânea dolorosa e pode provocar cegueira ou Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

Após a infeção com o vírus da COVID-19, o risco de contrair herpes-zóster aumenta. Esta situação pode estar diretamente relacionada ao facto de as pessoas que foram infetadas com o SARS-CoV-2 sofrerem uma alteração do seu sistema imunitário. Esta diminuição de defesas vai reativar o vírus da varicela, latente no nosso corpo. E é essa diminuição de imunidade que causa o herpes-zóster. Por isso, quanto mais grave for a doença pelo novo coronavírus, maior a probabilidade de sofrer de herpes-zóster.

A melhor forma de salvaguardar a sua saúde contra o herpes-zóster é vacinar-se. Aqui, os médicos de família e de outras especialidades têm a responsabilidade de alertar os adultos mais vulneráveis: a partir dos 50 anos, está recomendada a vacinação contra a doença. Mesmo que não tenha comorbilidades, todas as pessoas com mais de 65 anos devem proteger-se, porque sabemos que a prevalência e gravidade de muitas doenças infeciosas aumentam nos idosos.

Portanto, a terceira idade tem um benefício acrescido na prevenção destas doenças através da vacinação. No fundo, esta é uma medida importantíssima para garantir um envelhecimento saudável e preservar a qualidade de vida da nossa população. E é justamente para isso que a Semana Europeia da Imunização, coordenada pela OMS Europa, vai sensibilizar a população nos próximos dias. Esta iniciativa pretende garantir que os estados-membros desenvolvem estratégias para uma imunização universal.

O autor do artigo não recebe qualquer honorário para colaborar nesta iniciativa.

Esta iniciativa é apoiada pela GSK, sendo os artigos integrados no projeto Ciência e Inovação da responsabilidade dos/as seus/suas autores/as

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