Uma saga à deriva nos efeitos especiais

Star Trek: Além do Universo, Justin Lin
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Com Star Trek (2009) e Além da Escuridão: Star Trek (2013), o produtor/realizador J. J. Abrams apostou em relançar a saga criada por Gene Roddenberry, adaptando-a para novas audiências.

Mesmo não entusiasmando, o seu trabalho revelou, pelo menos, uma estratégia para preservar o misto de ironia e filosofia que, ao longo de meio século, sustentou estas aventuras à procura de galáxias desconhecidas.

Agora, apenas como produtor, entrega a realização a Justin Lin (da série Velocidade Furiosa), um desses artesãos contemporâneos que confunde agitação visual com criação de espectáculo.

Os resultados são tanto mais penosos quanto parece ter prevalecido a ideia segundo a qual o universo de Star Trek precisa de ser invadido pelas arbitrariedades visuais e sonoras (efeitos especiais, dizem eles...) que têm marcado muitos filmes de super-heróis (com destaque para as mediocridades criadas com chancela Marvel).

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Valeria a pena regressar a 1979 e rever O Caminho das Estrelas, de Robert Wise, a primeira versão cinematográfica de Star Trek.

Classificação: * Medíocre

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