Um Monty Python para recordar em sessão única

Inédito "Monty Python: A Autobiografia de Um Mentiroso" passa só hoje em algumas salas pelo País.
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E vamos acreditar na possibilidade de as sessões comerciais terem um pouco de reinvenção. Vamos supor que isto pega, esta coisa das sessões únicas. Ir ao cinema como um evento. O mote é prometedor: a passagem da animação inédita Monty Python: A Autobiografia de Um Mentiroso, de Ben Timmlet, Bill Jones e Jeff Simpson, baseado no livro homónimo de Graham Chapman, um dos comediantes do grupo que revolucionou o humor britânico.

Em Lisboa a sessão no Amoreiras é apresentada por Fernando Alvim, apresentador de televisão e rádio, fã descarado dos Python, enquanto em Matosinhos, também às 21.00, no Norte Shopping, será o ator e comediante Aldo Lima o anfitrião. "É uma honra poder estar na primeira fila de um filme que celebra a vida de um dos maiores humoristas de todos os tempos", avisa Alvim. Além de Lisboa e Porto, a sessão de hoje às 21.00 acontece também em Coimbra (Alma Shopping), Braga (Braga Parque) e Oeiras (Oeiras Parque), cinemas que à partida não estão habituados a sessões especiais ou de culto.

Quanto ao filme, é conveniente lembrar que é de 2012 e que desde então tem ganho uma verdadeira aura de culto. Trata-se de uma autêntica peça de coleção para a grande comunidade de fãs dos Python, aliando várias técnicas de animação (com colagem de fotografias e recurso a um vasto manancial de imagens de arquivo dos Monty Python, bem como entrevistas dadas à televisão) e utilizando as vozes dos próprios comediantes do grupo bem como uma surpresa cameo de Cameron Diaz. A história acompanha a infância de Chapman, incidindo na sua educação e relação com os pais e vai até à fase em que ganhou nomeada como argumentista de humor, primeiro em dupla com John Cleese e, mais tarde, já na fase dos Python. Tudo é contado num ritmo desenfreado e com um humor finíssimo.

Monty Python: A Autobiografia de Um Mentiroso é perito em baralhar factos com material lendário, mas é curioso a sua insistência na vida sexual de Graham Chapman, bissexual que nunca perdia a oportunidade de soltar a sua libido. De todos os Python, este foi aquele que teve um estilo de vida mais rock'n'roll, por assim dizer. Recordar desta maneira o universo Monty Python é também uma forma de sentirmos a génese de uma escola de humor que ainda hoje marca gerações de comediantes. "Há claramente um antes e um depois. Se olharmos para o trabalho deles, há uma certa intemporalidade, quase tudo se mantém pertinente e igual. Essa é a genialidade que continua a fazer rir várias gerações", realça o padrinho da sessão do Matosinhos, Aldo Lima.

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