Um futuro encardido e sem Schwarzenegger

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Dos três primeiros filmes da série Exterminador Implacável, iniciada há 25 anos com a realização original de James Cameron, já não sobra ninguém. Nem Cameron, nem Jonathan Mostow, que o substituiu no terceiro título, nem Arnold Schwarzenegger, que saiu de cena na fita de Mostow, nem Linda Hamilton, Edward Furlong ou Nick Stahl. Tendo agora ao leme McG, responsável pelos dois intragáveis Anjos de Charlie, mais um orçamento de 200 milhões de dólares (140 milhões de euros) e todos os efeitos especiais que essa fortuna pode comprar, Exterminador Implacável: A Salvação passa-se no futuro devastado por uma explosão nuclear e dominado pelas máquinas assassinas, que os protagonistas dos filmes anteriores tentaram evitar, e tem Christian Bale no papel de John Connor adulto, a liderar resistência dos humanos. Encardida, confusa, maçuda, em permanente aflição de decibéis e dominada por uma solenidade pretensiosa, a fita é tão má que até os Exterminadores estão a pedir a revisão dos 100 mil quilómetros. E já está a caminho a parte 5. Para quê?

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