Um dos dez foragidos mais procurados pelo FBI é preso em Espanha

Neozelandês condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos estava foragido desde novembro de 2019. FBI oferecia recompensa de 100 mil dólares a quem o encontrasse.
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Um neozelandês condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por crimes de pornografia infantil, exploração e agressão sexual foi detido em Madrid, anunciou esta sexta-feira a polícia espanhola.

Trata-se de um dos dez foragidos mais procurados pelo FBI (sigla em inglês para Polícia Federal americana) e por quem se oferecia uma recompensa de 100 mil dólares.

O homem, de 40 anos, foi detido após ser localizado na quarta-feira num hotel no centro da capital espanhola, informou a polícia.

De acordo com a mesma fonte, o cidadão neozelandês usou uma identidade falsa para se hospedar. A polícia não divulgou o nome completo do foragido, limitando-se a identificá-lo com as suas iniciais, "M.J.P.".

Segundo uma fonte próxima ao caso, trata-se de Michael James Pratt, condenado a prisão perpétua nos Estados Unidos por crimes de "pornografia infantil", "exploração sexual", "agressão sexual" e "enriquecimento ilícito". Também foi acusado de abusar sexualmente de várias mulheres jovens. A identidade foi entretanto confirmada pelo FBI.

Conforme informações disponíveis no portal do FBI, este neozelandês teria recrutado várias mulheres jovens e menores de idade nos Estados Unidos e no Canadá entre 2012 e 2019, através de anúncios que ofereciam trabalho de modelo. O objetivo era submetê-las a atos sexuais forçados.

Dono de uma produtora e de páginas pornográficas na Internet, o indivíduo teria publicado os vídeos dessas raparigas e conseguido mais de 17 milhões de dólares com essa atividade, segundo as autoridades.

M.J.P. fugiu após ser condenado à prisão perpétua, em novembro de 2019, tendo sido emitido um mandado de prisão internacional.

Segundo a polícia espanhola, suspeitava-se, há algum tempo, de que M.J.P. estaria no país. Uma equipa de investigadores norte-americanos chegou a viajar para Espanha, mas "após inúmeras verificações, não se obteve qualquer resultado", completa o comunicado.

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