Boas notícias para os fãs do Cirque du Soleil, que apresenta a partir de hoje em Lisboa uma das suas seis produções em viagem pelo mundo. Varekai, o espectáculo que se estreia no Parque Tejo, vai ficar por Lisboa mais uma semana do que inicialmente anunciado. Ou seja, o último espectáculo é a 14 de Junho. .Mas esta é apenas a primeira das boas notícias. A partir de amanhã, na bilheteira do Cirque du Soleil, haverá bilhetes de última hora a apenas 25 euros em vez dos 44 euros que custam os ingressos mais baratos. Uma prenda da companhia, que assim comemora com os espectadores os seus 25 anos de existência..Mas o que torna os espectáculos do Cirque du Soleil especiais? A resposta não é simples nem completamente objectiva. Para além da ausência de animais, os espectáculos que desde 1984 Guy Laliberté, fundador da companhia, idealiza são um misto de teatro de rua e artes circenses. O desfilar de arrojados e originais números de circo segue um fio condutor que conta uma história, quase sempre com temática universal e de cariz humanista. .E para que essa unidade seja conseguida, cada espectáculo é preparado com meses de antecedência e com requintes dignos de uma grande produção da Broadway. Durante meses, na sede da companhia, em Montreal, no Canadá, equipas de criativos trabalham juntos, afinando cada pormenor do guião, guarda-roupa, coreografia, maquilhagem, acrobacias, cenografia, luzes, som, música. Tudo é pensado como um todo. E os artistas, que também participam no processo de produção, são oriundos um pouco de todo o mundo e convidados pela companhia para, dentro das suas especialidades, protagonizarem números especificamente criados para cada produção..No caso de Varekai, os 56 artistas, de 18 nacionalidades, desfilam pelo palco apresentando 14 números ao mesmo tempo, que contam a história de um mundo habitado por criaturas fantásticas. As mais de 300 árvores do cenário, com alturas entre os 4,5 e os 10,5 metros, representam a floresta mágica onde vivem e local de encontro de Ícaro e da Noiva, que lideram a viagem até onde quer que seja, ou varekai em linguagem cigana, o título do espectáculo..Ao som de uma orquestra ao vivo que acompanha dois cantores, os artistas entram e saem de palco, transportando os equipamentos que precisam para os seus números. E por muitos acessórios que necessitem para a sua actuação, não há paragens para mudança de cenários e toda essa movimentação ou faz parte do espectáculo ou foge completamente ao olhar dos espectadores, distraídos por um outro número..O prato forte de Varekai são as acrobacias aéreas, servidas em diferentes actuações que verdadeiramente desafiam a gravidade. Mas, e como em qualquer circo, também aqui não faltam os palhaços, no caso concreto um desastrado mágico e a sua elegantíssima assistente.