UE convida Zelensky a visitar Bruxelas em fevereiro
Depois da viagem aos EUA, a primeira desde que a guerra começou, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi convidado a visitar Bruxelas, em fevereiro, no âmbito da cimeira União Europeia- Ucrânia.
"Posso confirmar que a cimeira UE-Ucrânia vai acontecer a 3 de fevereiro e há um convite aberto ao presidente Zelensky para visitar Bruxelas", disse Barend Leyts, porta-voz do presidente do Conselho Europeu Charles Michel, citado pela Sky News.
Leyts referiu, no entanto, que o convite ao chefe de Estado ucraniano não significa que a cimeira seja realizada em Bruxelas, uma vez que o local do evento ainda não foi definido.
A confirmar-se esta visita, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, vão encontrar-se presencialmente com Zelensky fora da Ucrânia pela primeira vez desde o início da ofensiva militar russa em território ucraniano, a 24 de fevereiro.
O chefe de Estado ucraniano realçou que o que está em jogo no conflito é maior do que apenas o destino do seu país, salientando que a democracia em todo o mundo está a ser testada.
"Esta batalha não pode ser ignorada, à espera que o oceano ou qualquer outra coisa forneça proteção", frisou, num discurso em inglês onde agradeceu aos norte-americanos pelo apoio e liderança internacional na ajuda à Ucrânia.
Em referência ao recente sistema de defesa Patriot, que os EUA vão entregar a Kiev, Zelensky disse esperar que este ajude a "parar o terror russo contra as cidades" ucranianas.
O presidente ucraniano também deu a entender que não vai relaxar a pressão para obter mais armamento e equipamento mais pesado.
"Temos artilharia, sim", disse, acrescentando: "Será suficiente? Sinceramente, nem por isso".
Disse também que "os soldados ucranianos podem perfeitamente operar tanques e aviões americanos", numa referência ao equipamento que Washington se recusou a fornecer até agora.
Já sobre a ajuda financeira, o governante ucraniano destacou que esta é muito importante: "O vosso dinheiro não é caridade, é um investimento na liberdade, numa segurança global, que gerimos da forma mais responsável possível".
Com Lusa

