"O cessar-fogo entre o Governo colombiano e o ELN expirou em 09 de janeiro sem um acordo para a sua extensão. A UE espera que as conversações para o seu prolongamento sejam retomadas rapidamente, de modo a consolidar os avanços a nível de paz e construção de confiança alcançados nos últimos três meses", lê-se numa declaração hoje divulgada pelo serviço europeu de ação externa, o corpo diplomático da UE..Condenando os ataques levados a cabo pelo ELN desde o final do cessar-fogo de 100 dias que havia sido acordado entre as partes, a UE lembra que "o desejo de uma suspensão continuada da ação militar foi unânime em toda a Colômbia" e sublinha que "uma melhoria sustentável da situação humanitária das comunidades afetadas pelo conflito só pode ser realizada com um cessar-fogo permanente".."Esta oportunidade para a paz não pode ser desperdiçada. Esperamos que o ELN cesse os seus ataques imediatamente e encorajamos as partes a retomarem o diálogo, para que possa ser alcançado em breve um acordo de paz que garanta não só um cessar-fogo bilateral permanente, mas também segurança e estabilidade a todos os colombianos", conclui a declaração dos 28..Na quarta-feira, o Exército de Libertação Nacional defendeu que os novos atentados cometidos "não devem alterar o curso das conversações" de paz com o Governo da Colômbia, após o Presidente mandar a equipa negocial regressar a casa. ."Os incidentes hoje ocorridos no leste da Colômbia deram-se no meio da complexa situação de conflito que o país sofre. Mas apesar deles, não deve alterar-se o curso das conversações para alcançar uma saída política para o conflito", sustentou o grupo guerrilheiro em comunicado..O Governo e o ELN tinham previsto abrir na quarta-feira, na capital do Equador, Quito, a quinta ronda de negociações de paz, um dia após o fim do cessar-fogo bilateral que esteve em vigor desde 01 de outubro de 2017..No entanto, horas depois do fim do cessar-fogo, o ELN perpetrou quatro atentados terroristas contra a infraestrutura petrolífera do centro e leste do país..A guerrilha considerou que o cessar-fogo, que tinha como propósito "melhorar a situação humanitária da população", foi apenas "medianamente" bem-sucedido, por causa da atitude do Governo, mas indicou que mantinha a sua decisão de "dar continuidade a essa conquista".