A TVI estreia na segunda-feira um sistema próprio de classificação de programas por idades, uma iniciativa de auto-regulação do canal que tem como objectivo reforçar a protecção dos telespectadores.."Com esta iniciativa de auto-regulação, a TVI assume a sua responsabilidade como empresa cuja actividade tem repercussão sobre a sociedade em geral", afirmou José Eduardo Moniz, director-geral da estação de Queluz de Baixo..A classificação etária dos programas - ficam de fora os serviços informativos e os conteúdos já avaliados por outras instituições como a Comissão de Classificação de Espectáculos -, vai ser executada por uma comissão composta por representantes dos diversos sectores da empresa. .O processo de classificação obedece a oito parâmetros linguagem, nudez, sexo, violência, comportamentos imitáveis, medo, consumo de drogas/álcool/tabaco e temática geral..Estão previstos cinco níveis de classificação todos (assinalado no lado direito do ecrã com um T), maiores de dez anos (10 AP), maiores de 12 (12AP), maiores de 16 anos (16) e maiores de 18 anos (18). Este sistema não exclui a já tradicional bolinha vermelha..Telenovelas como Ninguém Como Tu, Mundo Meu e Morangos Com Açúcar podem ser vistas por crianças com mais de dez anos. Assim como os programas Os Batanetes e O Prédio do Vasco..Na lista de classificação de programas divulgada ontem pela TVI existe apenas um programa para maiores de 16 anos Fiel ou Infiel..Quando a lista foi distribuída ainda não tinham sido classificadas as novas apostas da TVI 1.ª Companhia e ABC do Sexo(ver caixa) com estreia marcada para domingo e segunda-feira, respectivamente..José Eduardo Moniz referiu que a decisão da TVI de criar este sistema de classificação estava a ser pensado "há mais de um ano" e, por isso, "não tem nada a ver com a discussão sobre a auto-regulação"..O sistema será aplicado a título experimental e vai ser aperfeiçoado de acordo com a sua avaliação na prática..O director-geral da estação de Queluz de Baixo anunciou também que a "TVI vai criar mecanismos de proximidade com o espectador, apostando num diálogo mais aberto e franco com o público". Público que é o "nosso melhor provedor", salientou.. José Eduardo Moniz garante "Queremos assumir as nossas obrigações como entidade que está ao serviço do público."