Turma da Mônica quer ter parque em Portugal

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Banda desenhada. Maurício de Sousa está em Portugal para participar em actividades do festival da Amadora. Ontem apresentou na Byblos, em Lisboa, novos livros e uma série de DVD. Revelou o desejo de abrir um parque temático em Portugal e falou sobre uma nova campanha de alfabetização na China

Autor gostaria que Pelezinho fosse mascote do mundial

Maurício de Sousa levantou ontem a possibilidade de Portugal receber um parque temático da Turma da Mônica, à semelhança dos que existem no Brasil ou daquele que vai abrir em Luanda, em 2009. O autor estará mesmo já em conversações com um grupo português, para tornar este seu sonho realidade. Outra novidade que trouxe, por ocasião de uma visita a Portugal, no âmbito de uma participação no Festival de Banda Desenhada da Amadora prende-se com a edição nacional duma série de DVD com desenhos animados da Turma da Mônica. O autor revelou ainda que gostaria de trazer a Turma da Mônica a Portugal, numa visita guiada pelo António Alfacinha, uma personagem portuguesa da sua autoria que há já algum tempo não usa.

Por seu lado, o Pelezinho, personagem que brevemente vai regressar ao Brasil em revistas e desenhos animados, guarda outro sonho para o seu criador. Maurício de Sousa confessou que gostaria que a figura fosse a mascote do Mundial de Futebol do Brasil, agendado para 2014: "Devemos acreditar sempre em qualquer coisa, mesmo que seja quase impossível."

As personagens de Maurício de Sousa vão entretanto ajudar a educar uma nova geração de chineses. Foram as próprias autoridades que sugeriram o nome do "pai" da Mônica para o projecto, devido aos valores que sempre regeram a popular série infantil. Está ciente da "enorme responsabilidade" que tem em mãos, já que vai levar uma forma de encarar o mundo que considera comum aos portugueses e aos brasileiros a estas populações.

Maurício de Sousa sublinhou com satisfação o modo como foi abordado. E se teve que respeitar 62 tópicos impostos pelos chineses, isso não constituiu um problema, porque o código de conduta proposto não era senão aquilo que no Ocidente "passamos para os nossos filhos".

O escritor considera a alfabetização uma prioridade, e já vinha a pensar num projecto semelhante para o Brasil há muitos anos. A sua visão pode ter chegado primeiro à China, mas o autor conta reunir-se com a ministra da Educação brasileira para discutir um projecto semelhante. Explicou ainda que o projecto estará disponível para todos os países subdesenvolvidos que pretendam usá-lo.

Esta não é porém a primeira aproximação do autor à cultura oriental. Ainda há poucos meses lançou uma nova série, intitulada Turma da Mônica Jovem, um livro "em estilo manga", que tem por alvo um público mais velho que o habitual, isto é "jovens com mais de 11 anos". Mas s crianças que ainda lêem a série original também podem ler a nova série. "O desafio reside em comunicar com estes adolescentes, sem ferir as susceptibilidades das crianças", diz.

Os trabalhos do autor, que já é bisavô, já estão traduzidos em 30 línguas, apesar da Mônica só estar em cerca de 20. À excepção do pequeno Marchelinho, raptado há alguns meses, os restantes nove filhos do autor foram transformados em personagens de banda desenhada. O escritor está na capital portuguesa desde ontem, para assinar autógrafos e participar em debates com o público durante o segundo fim de semana no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. Hoje à tarde, regressa à livraria Byblos para assinar mais autógrafos, pelas 15.00.

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