O arguido, um cidadão francês de 51 anos, que se encontra em prisão preventiva, começou a ser julgado esta quinta-feira por um crime de roubo na forma tentada e outro de detenção de arma proibida. .De acordo com o juiz presidente do coletivo que está a julgar o caso, a referida perícia destina-se a avaliar a personalidade e a perigosidade do arguido, bem como o seu grau de socialização..No início do julgamento, o homem, que tem quatro condenações por crimes de natureza sexual em França, disse que ia remeter-se ao silêncio, mas acabou por prestar declarações, negando ter tido intenção de roubar a mulher, de nacionalidade romena.."Abordei essa cachopa e pedi uma moeda para ajudar para ir para França, porque faltava-me dinheiro", disse..O arguido negou ainda ter exibido a navalha à ofendida, adiantando que a mesma estava guardada numa caixa, dentro da sua mochila..Durante a sessão, foram ainda ouvidas as declarações prestadas pela romena à autoridade policial aquando da apresentação da queixa, uma vez que a mesma não foi localizada..Os factos ocorreram a 13 de janeiro de 2019, pelas 13:30, quando o arguido abordou a mulher que se encontrava a exercer a atividade de prostituição, num parque de estacionamento junto ao IC2, em Macinhata do Vouga, no concelho de Águeda..Segundo a acusação do Ministério Público, o homem começou por pedir três euros e água, mas logo a seguir tirou uma navalha da bolsa e exigiu que a ofendida lhe desse todo o dinheiro que possuía..Como a vítima não lhe entregou o dinheiro que tinha consigo - cerca de 120 euros - o arguido terá retirado da bolsa um objeto com a aparência de uma pistola que lhe exibiu..Nessa altura, a ofendida fugiu para a via pública e pediu ajuda a um automobilista que ali passava e que chamou a GNR. O arguido acabaria por ser detido nas imediações pela Guarda.