Três jornalistas detidas em Teerão por ações contra protestos ao regime

Com estas detenções, aumenta para 79 o número de jornalistas detidos desde o início da contestação ao regime do Irão.
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Pelo menos três jornalistas iranianas foram detidas esta segunda-feira em ações da polícia contra o movimento de contestação no Irão, na sequência da morte da jovem Masha Amini, em setembro do ano passado.

"Nas últimas 48 horas, pelo menos três jornalistas, Melika Hashemi, Saideh Shafiei e Mehrnoush Zarei, foram presas", denunciou a Associação dos Jornalistas de Teerão através de um comunicado.

De acordo com o mesmo documento, as autoridades não explicaram os motivos que levaram à prisão das jornalistas, Duas trabalham para jornais e a outra numa agência de notícias.

A publicação conservadora Etemad noticiou, entretanto, que as três jornalistas foram transferidas para a prisão de Evine, em Teerão.

Segundo a mesma publicação, com estas detenções aumenta para 79 o número de jornalistas detidos desde o início da contestação ao regime.

Em outubro do ano passado, 300 jornalistas e fotojornalistas iranianos criticaram, numa carta aberta, as prisões dos camaradas de profissão sendo que muitos ainda se encontram limitados no acesso a advogados.

No dia 16 de setembro, a iraniana de origem curda Masha Amini, de 22 anos, morreu depois de ter sido detida pela polícia que a acusou de não cumprir as regras obrigatórias da indumentária islâmica impostas no país desde 1979.

A morte da jovem provocou uma vaga de contestação a nível nacional.

De acordo com as autoridades de Teerão, centenas de pessoas, entre aos quais elementos das forças de segurança, morreram durante as manifestações de protesto.

Diário de Notícias
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