Traficantes de droga abatem helicóptero e matam polícias

Falta  de segurança na cidade que vai ser a sede dos Jogos Olímpicos de 2016 preocupa o Governo  de Lula da Silva
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Um helicóptero da polícia do Rio, que é parcialmente blindado, foi abatido, na noite de sábado, pelas armas de grande calibre dos líderes do tráfico de droga na Cidade Maravilhosa, que em 2016 será a sede dos Jogos Olímpicos, levantando novas questões sobre a segurança em torno daquele mega-evento desportivo. Em pano de fundo, como sempre, está o tráfico de drogas.

Dos cinco ocupantes do helicóptero, dois morreram de imediato e um terceiro foi conduzido ao hospital em estado grave. O helicóptero foi abatido a 120 metros do chão quando era usado numa acção policial no Morro dos Macacos, próximo do bairro da classe média de Vila Isabel, a menos de 5 km do mítico estádio do Maracanã, um dos mais importantes pontos turísticos da cidade.

O facto traz à realidade a dura situação de insegurança no Rio, onde os criminosos ferem, sequestram e matam, e a polícia recebe todo o género de acusações: ora é acusada de omissão, por deixar os bandidos impunes, ora é acusada por organizações de direitos humanos de matar indiscriminadamente, incluindo inocentes que estejam próximos deles.

Neste sábado, além da queda do helicóptero, os delinquentes queimaram dez autocarros, para tentar desviar a atenção da polícia sobre o verdadeiro centro dos conflitos. Tudo começou com uma briga entre grupos de bandidos que lutavam pelo controlo dos locais de venda de drogas no Morro dos Macacos. Com a chegada da polícia, os bandidos passaram a lutar entre si e contra as autoridades. Morreram 13 supostos traficantes nos confrontos.

Esta sucessão de episódios dignos de um filme de acção de Hollywood está a preocupar o Governo do Presidente Lula da Silva. O ministro da Justiça, Tarso Genro, qualificou o facto de "gravíssimo" e propôs-se emprestar um helicóptero à polícia do Rio e ceder homens da Força Nacional. O governador do Rio, Sérgio Cabral, mandou trazer 4500 policias de outras cidades para reforçar o combate ao crime na capital do estado e afirmou que não irá recuar ante o crime organizado. E o prefeito [equivalente a presidente da câmara], Eduardo Paes, assegura que a ordem será mantida.

Com as Olimpíadas recém-garantidas, apesar da forte competição de cidades como Tóquio, Chicago e Madrid, o Rio pretende refazer a sua imagem, tanto do ponto de vista económico como em matéria de segurança.

Os Jogos Olímpicos e a final do Campeonato do Mundo de Futebol de 2014, que terá também como palco o Rio, deverão proporcionar a criação de um milhão de empregos.

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