Trabalhadores da Soflusa decidem fazer greve

Os trabalhadores reuniram e concordaram que paragem vai ser de um dia. Data ainda está por decidir
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Os trabalhadores da Soflusa, responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, decidiram esta sexta-feira avançar para um dia de greve devido à falta de embarcações e inexistência de respostas sobre a revisão do Acordo de Empresa.

Os trabalhadores da empresa realizaram esta sexta-feira em plenário no terminal do Barreiro, o que originou a paralisação das ligações durante um período da tarde, tendo votado a favor de um dia de greve, em data a decidir.

"Os trabalhadores reuniram em plenário e decidiram avançar com uma informação ao público sobre a situação da empresa e marcar um dia de greve, duas horas por turno, que vai afetar as horas de ponta", disse à agência Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marinha Mercante, afeto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).

Segundo o sindicalista, os trabalhadores não estão satisfeitos com a atual situação na Soflusa e decidiram avançar para um dia de greve.

"A revisão do Acordo de Empresa está pré-acordada, mas ainda anão temos respostas nem qualquer informação sobre o processo e depois não existem navios para fazer as ligações fluviais, a situação está um caos", acrescentou.

Carlos Costa referiu que a falta de navios tem causado supressões e perturbações na ligação entre o Barreiro e Lisboa.

"Não temos navios para fazer as carreiras, a culpa não é dos trabalhadores. Acontecem supressões de carreiras e vários atrasos em relação ao previsto. Algumas vezes, a Transtejo, outra empresa do grupo, vem reforçar porque a Soflusa não tem navios", vincou.

A Lusa contatou a Soflusa, que confirmou a paralisação das ligações num período da tarde devido ao plenário dos trabalhadores, recusando comentar as decisões do plenário, por ainda não ter sido informada.

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