Surto de sarna atinge hospital de Setúbal

Publicado a
Atualizado a

Doença. Oito médicos e três auxiliares infectados, sem "risco de saúde pública"

Oito médicos e três auxiliares de acção médica do Serviço de Medicina do Hospital São Bernardo, em Setúbal, foram atingidos por um surto de escabiose (vulgarmente designado por sarna), segundo revelou aquela unidade de saúde. É provável que nos próximos dias venham a ser diagnosticados mais alguns casos. Quem o admite é a Delegação de Saúde.

O surto foi detectado há oito dias, admitindo o hospital que a contaminação tenha tido origem num paciente que ali se encontra internado.

O surto da doença cutânea transmissível, que foi detectado por médicos do Serviço de Saúde Ocupacional (SSO), também já terá afectado outros pacientes, segundo apurou o DN junto de uma fonte médica daquela unidade de saúde, admitindo ainda os clínicos que as próprias visitas possam não escapar à contaminação.

Soube o DN que entre os familiares já há quem conteste o facto de o hospital não ter informado atempadamente do problema, até porque os médicos e os três auxiliares a quem foi diagnosticado os casos de sarna foram imediatamente medicados.

O hospital garante que após a primeira toma do fármaco, o risco de contágio é praticamente nulo, pelo que os clínicos afectados voltaram mesmo ao trabalho, depois de receberem a garantia do Serviço de Saúde Ocupacional de que não havia perigo de voltarem a contrair a doença, bastando para tal que estejam devidamente protegidos com a respectiva bata.

Contudo, há profissionais de saúde, pacientes e familiares de doentes que desconfiam das certezas apresentadas pelo Serviço de Saúde Ocupacional, receando que a sarna - uma doença parasitária - acabe por se propagar às várias valências hospitalares.

Em declarações à Lusa, o adjunto da delegada de Saúde de Setúbal, João Diegues, não exclui, por isso, a possibilidade de surgirem mais alguns casos nos próximos dias. No entanto, o mesmo responsável assegura que se trata de uma "doença que é totalmente tratável", já que deixa de ser infectante a partir do momento em que se inicia o tratamento.

O responsável rejeita ainda existir "qualquer risco para a saúde pública".|

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt