A Academia mostra mais uma vez a sua tendência para um certo conservadorismo. Nem é bem uma questão de arriscar pouco, é mais não apostar no novo. Ao contrário de uma imprensa que tentou tudo para ressuscitar a carreira de Jennifer Anniston, em Cake- Um Sopro de Vida, preferiu dar-se essa vaga na categoria de melhor atriz à genial Marion Cotillard em Dois Dias, Uma Noite. Chama-se a isso jogar no seguro. Mas jogar mesmo à defesa é deixar de fora O Filme Lego, a mais irreverente animação dos últimos anos. De resto, realce para a omissão a Um Ano Muito Violento, de J.C. Chandor, uma omissão que deixa de fora a grande atriz do momento: Jessica Chastain; Grandes Olhos, de Tim Burton e Vício Intrínseco (que está nomeado mas só tem mesmo de relevante a possibilidade no melhor argumento), de P.T. Anderson. Surpresa também para a exclusão de dois atores que se diziam garantidos: Jake Gyllenhaal em Nightcrawler e David Oyelowo em Selma- Marcha para a Liberdade. A chegada à última da hora do furacão Sniper Americano, de Clint Eastwood provocou estragos...