Supremo Tribunal brasileiro proíbe venda de estatais sem aval do Congresso

Brasília, 07 jun 2019 (Lusa) - O Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) proibiu na quinta-feira a venda de companhias estatais por parte do Governo sem que o processo passe pelo Congresso, permitindo, no entanto, a venda de empresas públicas subsidiárias.
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Naquela que foi a terceira sessão de julgamento do assunto, a maioria dos juízes do STF permitiu apenas que as empresas estatais subsidiárias pudessem ser vendidas sem autorização prévia do Congresso Nacional e sem necessidade de uma licitação.

O Supremo Tribunal declarou ser necessária uma lei específica apenas para a venda das empresas estatais, como é o caso da petrolífera brasileira Petrobras e dos bancos públicos.

"A alienação do controlo acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação. A exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica na alienação do controlo de suas subsidiárias e controladas", afirmou o presidente do STF, Dias Toffoli.

"Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que a siga procedimentos que observem os princípios da administração pública, respeitada sempre a exigência de necessária competitividade", acrescentou Toffoli ao proclamar o resultado do julgamento, citado pela imprensa local.

Os magistrados decidiram sobre uma ordem judicial provisória concedida pelo juíz Ricardo Lewandowski que condicionava a privatização de todas as estatais, incluindo subsidiárias e empresas controladas, ao aval do Congresso brasileiro e a um processo de licitação.

De acordo com o Ministério da Economia, atualmente o Governo brasileiro tem controlo de 134 empresas estatais, sendo que 88 são subsidiárias.

A decisão obtida na quinta-feira, que também se aplica a governos estaduais e a prefeituras, garante ao executivo brasileiro, liderado pelo Presidente Jair Bolsonaro, uma maior flexibilização das regras para a comercialização de estatais subsidiárias.

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