palestina Israel mata líder militar da Jihad

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A trégua entre Israel e Palestina está prestes a desmoronar-se, após o exército israelita ter morto, domingo à noite, em Tulkarem, o líder do braço armado da Jihad Islâmica, na Cisjordânia. "A nossa vingança será sem precedentes. Os israelitas pagarão um preço elevado", ameaçou ontem Abu Abdullah, dirigente do grupo na Faixa de Gaza. Loai Saadi era o chefe das Brigadas Al-Qods para a Cisjordânia e foi morto durante uma operação no campo de refugiados de Tulkarem, no Norte da Cisjordânia, juntamente com outro palestiniano, Al-Ashkar. Segundo Israel, os soldados entraram na cidade em busca de Saadi e de Al-Ashkar, suspeitos de planearem novos atentados. Ambos, de acordo com as autoridades israelitas, estiveram este ano envolvidos em dois atentados que mataram cinco pessoas em Netanya e outras cinco em Telavive. Desde a madrugada de domingo que o exército israelita realiza operações em diversos pontos da Cisjordânia, detendo, pelo menos, 20 palestinianos, suspeitos de serem membros de facções armadas. A morte de Saadi coincidiu com o facto de Israel admitir renunciar à exclusão do movimento islamita Hamas das legislativas palestinianas de 25 de Janeiro. Segundo um alto funcionário israelita, que solicitou o anonimato, mesmo que o Hamas eleja representantes, estes não serão considerados "interlocutores legítimos" enquanto o grupo continuar a ser uma "organização terrorista". Recorde-se que, na última semana, o chefe da diplomacia israelita, Sylvan Shalon, considerou uma "loucura" aceitar a presença do Hamas nas eleições.

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